Cadastro de baianos em site de traição aumenta 25% em período pré-Carnaval

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“A vida é curta. Curta um caso”. Os baianos parecem levar a sério o slogan do site canadense Ashley Madison, considerado o maior de infidelidade e encontro entre casados do mundo. Além de fazerem da Bahia o líder do Nordeste, com 71,5 mil usuários – 37.650 em Salvador –, engrossaram a lista de inscritos no período pré-carnavalesco, com o aumento de 25% do número de cadastrados desde janeiro deste ano, quase 90 mil pessoas. Na capital, os bairros onde mais se concentram os perfis são a Barra, com 11,4%, seguido da Federação, com 9,8% e Rio Vermelho, com 6,9%. Segundo o diretor do Ashley Madison no Brasil, Eduardo Borges, há uma explicação para o comportamento. “Notamos que os bairros com maior quantidade de usuários são os que possuem pessoas de maior poder aquisitivo. É como em Brasília, na verdade, como na maioria dos outros lugares: onde há dinheiro, há poder. Onde há poder, há traição”, explica Borges, que acredita que quem tem mais poder sente-se mais à vontade para dar suas escapadas. Por isso mesmo, a classe média-alta é o foco do empreendimento. “Hoje o site só aceita quem tem cartão de crédito. Isso já é um filtro, porque o nosso foco é na classe A e B, que são os mais afetados pelo nosso marketing”, endossa, ao salientar que um dos trunfos anunciados pela homepage é o sigilo. “O grande diferencial é ser uma comunidade anônima; as pessoas não são procuradas pelo nome verdadeiro e sim pelo apelido. Elas ficam mais seguras, por não ter medo de ser vistas por alguém do trabalho ou do círculo de amizades”, detalha o diretor do site, que foi fundado em 2001 e tem mais de 24 milhões de usuários, espalhados em 35 países. O site garante 100% de “serviço discreto” com “gente que pensa igual a você”. 

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