Dilma Rousseff e Fifa são xingadas na abertura da Copa

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A presidenta da República Dilma Rousseff (PT) foi xingada nesta quinta-feira (11) — durante e após o término da cerimônia de abertura da Copa do Mundo — por parte dos torcedores presentes nas arquibancadas do estádio Itaquerão, em São Paulo (SP), onde acontece o jogo entre Brasil e Croácia.

Para evitar vaias do público, como ocorreu na abertura da Copa das Confederações em 2013, em Brasília (DF), Dilma não fez hoje nenhum pronunciamento oficial na abertura do evento.

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Houve críticas à Federação Internacional de Futebol (Fifa), cujo presidente, Joseph Blatter, também optou por não fazer discurso, considerando a possibilidade de vaias. Dilma e Blatter chegaram juntos à arena.

Torcedores gritaram “ei, Dilma, vai tomar no c” e “ei, Fifa, vai tomar no c”. Em vez dos discursos de Dilma e Blatter, crianças soltaram pássaros, simbolizando a paz.

Mais cedo, na capital paulista, a presidenta almoçou com chefes de Estado e de Governo que estão no Brasil por conta da Copa. Ban Ki-moon, da Organização das Nações Unidas, presidentes, primeiros-ministros e vice-presidentes participaram da recepção. Além de Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também participaram da homenagem aos mandatários estrangeiros.

Dilma agracedeu a presença dos mandatários e reafirmou o pedido para que a Copa do Mundo do Brasil seja marcada pela tolerância, pelo combate ao preconceito e pelo respeito à diversidade. “Hoje, nos unimos todos para buscar não só a vitória de nossas seleções em campo, mas também a vitória da paz. Juntamos nossas vozes na luta contra todas as formas de discriminação racial e em favor do respeito mútuo independentemente de gênero, raça, origem étnica, orientação sexual, religião ou classe. Esses são valores universais e aspirações que nos comprometemos a promover nesta Copa e depois dela”, disse.

Zorán Milanovic (primeiro-ministro da Croácia), Khesi Amissah-arthur (vice-presidente de Gana) e os presidentes Michelle Bachele (Chile), Rafael Correa (Equador), Desiré Bouterse (Suriname), José Eduardo dos Santos (Angola), Evo Morales (Bolívia), Horácio Cartes (Paraguai) e Ali Bongo Odimba (Gabão) estavam no encontro.

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