Gestantes já podem servir perto de casa

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As mulheres, que compõem um efetivo de 4.443 policiais militares e há 23 anos reforçam a segurança pública do estado, conseguiram, desde o meado deste mês, o direito de transferência, durante o período de gestação, para a unidade da Polícia Militar mais próxima à sua residência.
A portaria 24/2013, concedendo este benefício, foi assinada pelo comandante-geral, coronel Alfredo Castro, no quartel dos Aflitos, quarta-feira da semana passada.

A soldado Luciana Aguiar, grávida de quatro meses do primeiro filho, comemora a conquista. Para ela, a medida ajuda muito as policiais gestantes, porque muitas trabalham bem distantes de suas casas.

“Quando se está grávida, tudo fica mais complicado, há muitas mudanças ocorrendo ao mesmo tempo. Então, imagine uma policial gestante tendo que percorrer longas distâncias para chegar à unidade de trabalho? É muito complicado! Essa portaria atende a todas nós”, afirmou.

O diretor de comunicação social da PM, coronel Gílson Santiago, idealizador da portaria, explicou que as policiais que tiverem interesse em se transferir devem apresentar, além de documentos que comprovem o estado gestacional ou de amamentação, três opções de unidades próximas às residências.

Durante estes 23 anos, as policiais nada devem a nenhum homem: vão às ruas defender a população e colocam em prática tudo que aprenderam nos cursos de formação.
A soldado Lilian Pereira, há três anos decidiu seguir a carreira policial e conta que ainda há pessoas que vêem o trabalho das mulheres policiais com ceticismo. “Elas nos tratam com mais respeito do que há alguns anos, mas, mesmo assim, temos que nos impor o tempo todo. Precisamos ser mais rígidas do que os homens, porque somos vistas como frágeis e delicadas”, enfatizou.

A inserção da mulher na Polícia Militar da Bahia ocorreu em 1989 e, ao longo deste tempo, ganhou espaço e conquistou direitos na corporação. Aprovadas no primeiro concurso, foram incorporadas 27 sargentos e 78 soldados, que compuseram a pioneira tropa policial militar feminina do estado, instalada na Vila Militar dos Dendezeiros, na Cidade Baixa, em Salvador.

A subtenente Lilian Cerqueira foi uma das primeiras mulheres a se integrar à corporação. Segundo ela, as policiais atuam em todas as áreas da instituição, sem nenhum favoritismo. “A mulher está na polícia para somar, para humanizar o trabalho. Independentemente do sexo, somos policiais e atuamos como tal. Fazemos tudo que os homens fazem. Hoje temos mulheres que trabalham no Batalhão do Choque, na Polícia Montada, em todas as áreas da PM há policiais femininas”, informou.

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