Médicos não sabem como notificar casos de violência contra mulher

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Uma lei obriga hospitais da rede pública e privada notificar casos de violência psicológica, física e sexual contra mulheres, adolescentes, crianças e idosos. Publicada recentemente no Diário Oficial do Município (16/08/14), a lei de número 8.646 ainda falta ser regulamentada. Enquanto isto, a direção de hospitais particulares ainda não tem nenhum planejamento.
Para o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba), Raimundo Correia, ainda não há definição de como os hospitais privados agirão, assinalando que “ainda é muito cedo para se pensar como fazer, pois a lei ainda nem foi regulamentada”.
Correia frisou que nos hospitais particulares não são muito comuns ocorrências deste tipo, argumentando que “a maior parte destes pacientes vai para a rede pública. Para nós não é muito frequente, mas de qualquer forma vai implicar”.
O médico aproveitou para falar que existem várias leis pendentes sobre no atendimento de saúde e criticou algumas delas. “Por exemplo, a que determina 15 minutos para atender paciente. Como se vai prever o que vai acontecer? O médico não trabalha em fábrica de automóvel, que se pode determinar o tempo de conserto”, lamentou.
Outra lei também não regulamentada, criticada pelo presidente do Sindhosba, é a que obriga todos os hospitais a colocarem câmeras nos quartos dos pacientes. “Isto é uma coisa terrível, atinge a privacidade do paciente, como ele vai se portar no seu quarto durante 24 horas? São coisas feitas por pessoas que nunca vivenciaram como é o dia a dia em um hospital”, desabafou.

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