Policial acusado de tentativa de estupro

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O investigador aposentado Diélson Gilberto Santos, 66 anos, foi autuado em flagrante, na noite de terça-feira (7), por porte ilegal de arma (estava com um revólver calibre 38), na Corregedoria da Polícia Civil (Correpol), após ser para ali conduzido, por uma guarnição da Polícia Militar, acusado de tentativa de estupro contra uma menina de 11 anos, na Liberdade.

Ouvida pela corregedora-chefe, delegada Heloísa Campos Brito, a vítima de 11 anos disse que, em data que não recorda, esteve na casa de Diélson e ele fez carícias em seu corpo, depois de pedir que ficasse nua. Afirmou que só ontem comentou o caso com uma adolescente de 16 anos, moradora do local, que espalhou a informação na comunidade. Parentes e vizinhos da vítima, que tentaram linchar o policial aposentado quando souberam do crime, também prestaram depoimento.

Diélson nega o delito e declara que a vítima e uma irmã de 20 anos, que teria algum tipo de deficiência mental, costumam ir à sua residência para pedir dinheiro, sob o pretexto de ajudar os outros cinco irmãos e a mãe, que seria alcoólatra. O investigador foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica, pois possuía um ferimento numa das orelhas, causado durante a tentativa de linchamento.

A delegada também expediu guias de exames para constatar se a criança foi molestada. Os exames serão realizados pelo DPT, que também fará perícia na casa do criminoso. Os laudos irão ficar anexados ao inquérito, instaurado para apurar a tentativa de estupro.

Aposentado desde 1999, o investigador explicou à delegada Heloísa Brito que o revólver calibre 38, encontrado com ele pelos policiais, fora adquirido de um sobrinho por R$ 400. A polícia apurou que arma, também encaminhada para a perícia, tem registro de São Paulo, mas a validade já expirou. Diélson permanece custodiado na Correpol, que se responsabilizará pela investigação do delito.

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