Assembleia de professores mantém greve na UFBA

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Nova assembleia realizada na sexta-feira (31), com a participação de 131 docentes, decidiu pela continuidade da greve na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Segundo o Comando de Greve, a deliberação, que também definiu a ampliação do movimento, ocorreu na Reitoria por unanimidade.

Segundo a organização do movimento, informes foram apresentados com o cenário nacional das greves dos servidores públicos, a situação dos cortes orçamentários e e das verbas de custeio destinadas às universidades federais. À Reitoria, o comando afirmou que solicitou a suspensão do semestre acadêmico de 2015.1 e o fechamento do sistema para lançamento de notas e realização de matrículas. A UFBA ainda não se pronunciou oficialmente sobre os pedidos.

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Além disso, na avaliação da greve, os professores que participaram do ato discutiram se apresentam uma contraproposta na mesa de negociação com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão(MPOG). Sobre o assunto, o grupo informou que a maioria aprovou a indicação, ao comando nacional, que não seja apresentada nenhuma contraproposta na mesa de negociação.

A paralisação afeta cerca de 35 mil alunos e foi deflagrada no fim do mês de maio. A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior da Bahia (Apub).

De acordo com o sindicato, o governo manteve a proposta anterior de reposição salarial de 21,3% em quatro anos, acrescida do aumento dos valores do auxílio de alimentação, do auxílio-saúde e do auxilio-creche. Os docentes, no entanto, recusaram.

O impacto total da elevação dos auxílios para o conjunto de todos os servidores públicos federais do executivo chega, de acordo com o governo, a R$ 1,25 bilhões. Nova assembleia dos professores está marcada para a próxima sexta-feira (31), em local e horários ainda a serem definidos, conforme a assessoria da Apub.

Impasse
A proposta de reajuste parcelado foi apresentada pelo governo no dia 25 de junho. A proposta prevê aumento de 21,3% dividido em quatro parcelas. A primeira delas, de 5,5%, para 1° de janeiro de 2016; a segunda, de 5%, para 1° de janeiro de 2017; a terceira, de 4, 75%, para 1° de janeiro de 2018 e a quarta, de 4,5%, para 1° de janeiro de 2019.
Os docentes, no entanto, consideraram a proposta do governo “muito abaixo da expectativa” e disseram que ela não é capaz de recuperar as perdas inflacionárias. Os professores também querem o fim dos cortes nos orçamentos das universidades.

Desde janeiro desse ano, a Ufba enfrenta contingenciamento mensal no orçamento que chega a 40%, além de contar com um déficit de R$ 28 milhões relacionado a débitos de 2014. Uma nova assembleia foi marcada para o dia 9 de julho.
Em nota no último mês, a reitoria da UFBA informou que reconhece a legitimidade do movimento de docentes e trabalhadores técnico-administrativos, que também estão com as atividades paralisadas, e que se mantém aberta ao diálogo com as categorias e com o Ministério da Educação (MEC).

Estudantes da instituição também decretaram greve. De acordo com a coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufba, a estudante de direito Lorena Pacheco, a mobilização dos alunos é em apoio aos professores e devido ao impacto causado pelo ajuste fiscal implementado pelo governo federal.

A Universidade Federal da Bahia conta com 35 mil alunos distribuídos em 100 cursos de graduação. A última paralisação dos professores da instituição foi em 2012. Além da UFBA, outras universidades do Brasil aderiram ao movimento e estão com as atividades paralisadas.

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