Centenas de pessoas participam de simulação de atentado terrorista no aeroporto de Feira

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Como parte da programação do 1º Congresso Internacional de Desastres em Massa (Cidem), foi realizada neste domingo (1) a simulação de um desastre envolvendo dois aviões, no aeroporto João Durval Carneiro. Na simulação, o desastre teria sido provocado por um atentado terrorista.

O congresso que foi iniciado na última sexta-feira(30), teve parte da programação realizada na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) com palestras, conferências, minicursos e contou com a participação de especialistas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru, México, Grã-Bretanha e Portugal.

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Na simulação de hoje dois aviões se chocam no solo do aeroporto João Durval Carneiro e todas as forças de segurança do Brasil foram mobilizadas para resolver a situação. Estavam presentes no evento, representantes das Forças |Armadas Exército, Marinha e Aeronáutica e forças auxiliares que são as policias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal. Também participaram dessa simulação, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Municipal a Defesa Civil e radioamadores.

O capitão Uldinei Rocha que comandou o helicóptero do Grupamento Aéreo da Policia Militar da Bahia (Graer) participou da simulação. “É uma satisfação participar desse treinamento que é muito importante. Nossa ação aqui será fazer o transporte e o resgate de vítimas para os hospitais”, afirmou.

Na opinião dele o treinamento é um excelente teste para as olimpíadas e o grupamento aéreo está sempre engajado nesse tipo de evento em Salvador e em Camaçari.

O coordenador do Cidem, professor Jeidson Marques, explicou que o Brasil precisa se preparar para as Olimpíadas e as Forças Armadas treinadas para um atentado terrorista. “O Brasil ainda não fez isso em nível prático, então, Feira de Santana passa a ser o primeiro treino teste para as olimpíadas”, disse.

Jeidson detalhou a ideia da simulação do atentado terrorista. “Teremos um avião que vai entrar no espaço aéreo do aeroporto e atingir uma aeronave de grande porte. Em seguida vai ser descoberto que tem uma bomba e um artefato no avião. Depois, todas as forças de segurança vão agir. Na sequência vai surgir mais um objeto abandonado em um hangar do aeroporto e aí será a vez do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entrar em ação. Em seguida a equipe de perícia entra em ação e encerra a atividade”, informou.

Ele salientou ainda que ao participar de congressos em vários países as queixas são as mesmas de que as forças de segurança não se entendem, não existe planejamento e sempre há um caos. Dessa forma, explica Jeidson, isso o provocou a realizar o treinamento. O primeiro foi em 2014 com a simulação apenas de um desastre aéreo que teve uma repercussão internacional o que o levou a participar de eventos em Dubai, Estados Unidos e na Interpol onde ele foi mostrar a experiência do Brasil nesse treinamento.

A simulação no aeroporto João Durval Carneiro foi acompanhada por centenas de pessoas que ficaram sentadas em cadeiras embaixo de toldos numa área isolado do evento. As autoridades assistiram em um camarote também numa área isolada.

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