Faeb divulga avaliação dos prejuízos da seca na Bahia

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Enfrentando um dos piores períodos de estiagem dos últimos 40 anos, a Bahia já sente os prejuízos causados ao setor agropecuário. A FAEB – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia divulgou um documento com as principais cadeias atingidas pela forte seca.

 LEITE – A produção de leite na Bahia já apresenta uma queda aproximada de um terço, o que representa cerca de 1,5 milhão de litros/dia. Como exemplo, a captação de leite do Laticínio Vale dourado na região de Ipirá, que caiu de 100 mil litros de leite/dia, para 18 mil/dia. Itapetinga, Jequié e Itabuna: 60%; Coaraci 65%; Gandú 30%; Miguel Calmon 40%.

PECUÁRIA DE CORTE –A Pecuária de corte que vem sofrendo muito com a seca, já dá sinais fortes de redução de oferta de animais para abate.Na avaliação da FAEB, em torno de 90 dias, as pequenas cidades do interior baiano vão começar a sentir sinais de desabastecimento de carne bovina. Salvador, Feira de Santana, Juazeiro, Vitória da Conquista, Jequié, dentre outros, que dispõem de armazenamento (frigoríficos) em condições de receber carnes de outros estados, poderão ter o abastecimento normalizado. A redução de oferta é sentida com o aumento na cotação do preço do boi nas últimas semanas.

Em 2013 haverá uma menor oferta de bois prontos para o abate, devido a antecipação de animais que só seriam ofertados no próximo ano.Essa antecipação está sendo a única maneira que o pecuarista vem encontrando para reduzir o seu prejuízo. O reflexo da desestruturação da pecuária será sentido com mais intensidade nos próximos anos, pois as matrizes (vacas) em estado debilitados só deverão entrar no ciclo reprodutivo em 2013, além da redução que ocorrerá no ano de 2012.

CACAU – A produção cacaueira já começa a sofrer com baixo índice pluviométrico, principalmente na região de transição, que engloba os municípios de Ipiaú, Ubatã, Ibirataia, Itagibá, Dário Meira, Jitaúna, Gongogi, dentre outros. Com a falta de umidade no solo, as plantas sofrem com o estresse hídrico, o que deverá concorrer para redução da safra temporã desse ano.
A PERDA NA PRODUÇÃO – Desconsiderando a produção de milho já colhida no Oeste, o  Litoral Norte (Adustina, Paripiranga, Ribeira do Pombal e outros), reconhecidos tradicionalmente como responsáveis por 80% da produção do feijão na Bahia, pode se considerar perda total da safra, pois, com a estiagem, não houve condições de plantio.
Nos municípios de Tapiramutá, Baixa Grande, Mundo Novo, Mairi, Rui Barbosa e outros, como também, grandes produtores de safra de inverno, a situação é semelhante: não houve condições de plantio. Com essa quebra de safra, o abastecimento no Estado deverá ser proveniente de Minas Gerais e Paraná.
FRUTICULTURA – Com exceção da região do São Francisco, onde não está havendo ainda problemas de irrigação, a Fruticultura também corre sérios riscos. O governo deliberou a suspensão de outorgas da água para fins comerciais e os recursos hídricos estão sendo destinados exclusivamente para abastecimento da população.
Com isso, a produção de frutas, com exceção do Vale do São Francisco, sofrerá grave impacto. A produção de abacaxi na região de Itaberaba já teve uma queda drástica com o comprometimento da safra de 2012 e retardamento do plantio de safra de 2013.
Esta avaliação, apesar de ser sumária sobre os efeitos da seca, retrata o estado crítico e desarticulador da agropecuária baiana.

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