Homem resiste à prisão e é baleado pela PF em Pau da Lima; operação investiga desvio de cargas

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Um homem foi baleado durante uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (16), no bairro de Pau da Lima, em Salvador. Segundo informações do Posto Policial do Hospital Geral do Estado (HGE), o suspeito resistiu à prisão e acabou sendo baleado no tórax. Ele foi socorrido pelos agentes e levados para a emergência do HGE. O estado de saúde não foi divulgado.

Segundo a PF, o homem foi abordado durante a Operação Carga Pesada deflagrada pela PF hoje na Bahia. O grupo investigado é suspeito de desviar R$100 milhões em mercadorias, nos últimos dez anos, de cargas de navios do Porto de Aratu, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. A PF não informou as circunstâncias em que o rapaz baleado foi abordado.


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De acordo com a investigação, a quadrilha agia dentro de uma cooperativa de caminhoneiros no Porto. As investigações começaram depois de duas apreensões de caminhões feitas nos estados de Minas Gerais e São Paulo. As cargas roubadas eram fertilizantes e concentrado de cobre.

Os roubos eram liderados pelos diretores das cooperativa. Eles organizavam o carregamento de caminhões e o transporte de todas as mercadorias do Porto de Aratu para unidade produtoras e consumidores em diversas regiões do país.

A quadrilha tinha ajuda de guardas e empregados das empresas roubadas, além de agentes de segurança patrimonial, motoristas e policiais reformados.

Ainda de acordo com a PF, a quadrilha chegava a extorquir e intimidar as testemunhas. Durante as investigações, a Polícia Federal identificou três pessoas foram assassinadas e outras três feridas por integrantes da organização parar silenciar testemunhas e garantir a continuidade dos crimes.

Cerca de 200 policiais federais estão cumprindo 53 mandados judiciais, dentre eles 24 de prisão, duas conduções coercitivas e 27 de busca e apreensão na Bahia e Minas Gerais. Os envolvidos responderão por furto qualificado, participação em organização criminosa, falsidade ideológica, corrupção ativa, corrupção passiva, coação no curso do processo e homicídios de testemunhas que ameaçaram delatar a organização. (*Correio)

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