Moradores denunciam criadouro do mosquito Aedes aegypti na Embasa em Salvador

0

Praticamente abandonado, o Centro de Reserva de água da Embasa na Fazenda Grande III, com grandes tanques e local para armazenamento de materiais como canos, manilhas e outros equipamentos, foi denunciado por moradores no início da semana passada. Conforme mostrou a denúncia, em vídeo, veiculada através do Whatsapp, aplicativo de comunicação instantânea por celulares, o local tornou-se “perfeito para o acúmulo de água e criatórios de mosquitos aedes aegypti”.

A reportagem da Tribuna esteve no local e constatou que apenas um vigia, com alguns cães vira-latas, é mantido cuidando do reservatório da Embasa. Ele garantiu não ser funcionário da empresa. Com portões fechados por cadeado e bastante mato tomando as áreas onde são mantidos os equipamentos, o vigia recomendou que fôssemos procurar os dirigentes da empresa no CAB-Centro Administrativo da Bahia. De acordo com Marilene Macedo Cruz, moradora do Condomínio nos fundos do reservatório, “uma equipe de repórteres de uma emissora de TV esteve aqui na segunda-feira pela manhã e verificou que a denúncia era procedente”.

Ainda segundo ela, “à tarde, vários homens e máquinas da Embasa estiveram aí na área e se puseram a revirar e arrumar os canos, joelhos e manilhas. Mas vemos que muitos canos ainda permitem o acúmulo de água e permanecem servindo para a reprodução do mosquito da dengue e da zica”. Cláudio de Jesus, que reside ao lado do reservatório da água confirmou que “o equipamento foi desativado depois da ocorrência de um acidente em Castelo Branco, ano passado. Retiraram documentos, mesas, cadeiras e outros materiais. Aí ficou apenas um vigia. Existem alguns carros da Embasa, mas não funciona mais”. Segundo ele, “de vários condomínios é possível verificar a existência dos canos acumulando água”.

Conforme material de divulgação da Embasa, datado de 2013, “o Centro de Reservação Fazenda Grande III foi construído sob um investimento de R$ 2,8 milhões, com base em recursos do PAC 2/MCidades e ganhou um reforço na oferta de água com a construção de mais uma câmara de 8.700 m³”. O documento sinaliza, ainda que “a área de Salvador ocupada pelas avenidas Paralela, Orlando Gomes e Pinto de Aguiar e pelos bairros de Piatã, Mussurunga, São Cristóvão, Bairro da Paz, Patamares, Itapuã, Stella Maris, entre outros, estaria contemplada pelo reservatório que regularizará o fornecimento de água em pontos elevados neste trecho da cidade”. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da empresa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here