Polícia procura vereador acusado de torturar esposa

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O vereador Anderson Amaral do município de Ibirapuã, está sendo acusado de torturar, espancar, estuprar e humilhar a própria esposa.

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O fato teria ocorrido na noite desta quarta-feira 16 de maio, quando após abandonar os trabalhos da Câmara Municipal que realizava sessão ordinária, Anderson Amaral teria chegado em casa mais cedo e começado a fazer elogios a própria esposa dizendo que lhe amava e que jamais queria ficar longe dela.

Amaral teve a prisão preventiva decretada na segunda (21) e é considerado foragido da Justiça. Segundo Jamille, o vereador a obrigou a escrever uma carta confessando o adultério e depois ordenou que ela fosse para o quarto.

“Disse que a gente ia fazer amor, mas me violentou sexualmente. Ainda mandou eu fazer cara de quem estava gostando para não me bater mais”. Os cabelos lisos da vaidosa balconista batiam nos quadris, mas durante cerca de três horas de tormento, fio por fio foram caindo.

“Ele pegou uma tesoura e começou a cortar o meu cabelo.  Em seguida, passou a máquina zero e ainda raspou as minhas sobrancelhas”, contou. A sessão de violência só terminou por volta de 23h30, quando um amigo do vereador ligou para ele. “O rapaz parecia estar desconfiado de que algo ia acontecer. Após a ligação, ele foi até lá e me levou para a casa da minha mãe”, relembrou.

Em entrevista ao portal Repórter Coragem, Amaral tentou se defender. “Não a espanquei, não estuprei. O único erro que cometi foi ter cortado o cabelo dela. E foi uma forma de extravasar aquele sentimento negativo”, alegou. Ele disse que recebia mensagens e telefonemas denunciando a infidelidade. “Foram 60 dias. Diziam que o cara estava dentro da minha casa”.

O juiz Ricardo Costa decretou a prisão preventiva do vereador a pedido do Ministério Público estadual (MPE). “Há relatos de que o vereador deixou o local afirmando que não iria acontecer nada porque a família dele manda na cidade”, disse o representante do MPE. Amaral pode responder por tortura, lesão corporal e estupro. As informações são dos sites Correio e Sul Bahia News.

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