Produção de abacaxi de Itaberaba

0

O município de Itaberaba situa-se na porção centro leste do estado da Bahia, com uma área de 2.104 km2 está inserido na bacia do rio Paraguaçu, nas áreas correspondentes ao Pediplano Sertanejo, possuindo serras correspondendo aos patamares do médio Paraguaçu. Dessa forma, insere-se no domínio morfoclimático Semi-árido (CEI, 1994). Pertencendo a região Econômica e Planejamento do Paraguaçu (para fins de planejamento do Governo do Estado) e micro região homogênea de Itaberaba (IBGE). Possui uma população rural de 14.426 pessoas de 44.517 pessoas nas áreas urbanas (SEI, 2001).

O abacaxi é explorado na região de Itaberaba há cerca de trinta anos, predominantemente em pequenas propriedades, com áreas médias inferiores a três hectares, onde se emprega mão-de-obra familiar e, na maioria das vezes, recursos próprios para implantação e manutenção da lavoura.

A notícia continua após esta Publicidade

O agronegócio do abacaxi tem crescido significativamente nos últimos anos, transformando-se no principal sustentáculo econômico da região. Em 2002, o censo regional indicou a existência de 625 produtores, cultivando 1.330 ha, sendo 538 ha plantados naquele ano, 536 ha em 2001 e 256 ha de soca, plantada em 2000 ou antes. A área colhida, em 2003, foi estimada em 805 ha, resultando numa produção estimada em mais de 20 milhões de frutos, representando um valor de produção superior a R$ 8 milhões e a circulação de recursos financeiros superiores a R$ 12 milhões.

O crescimento do volume de produção foi acompanhada por melhorias no sistema de produção utilizado pelos produtores, observando-se, entre outros ajustes, o aumento da densidade de plantio de menos de 20 mil para um pouco mais de 30 mil plantas por hectare, contribuindo para a elevação da produtividade da cultura, que atualmente atinge cerca de 23.000 frutos por hectare. Os frutos da região ganharam maior projeção, passando a abastecer também mercados interestaduais mais distantes, além de se abrir perspectivas para a sua colocação no mercado externo.

No entanto, a elevação dos custos dos insumos e, sobretudo, as exigências crescentes dos mercados em relação à qualidade dos frutos têm determinado a necessidade de melhorias adicionais nas técnicas de cultivo e do manejamento dos frutos na colheita e pós-colheita. Além disso, tem sido observado o aumento de perdas causadas pela fusariose, assim como uma crescente degradação dos solos e dos demais recursos naturais, demandando a adoção de um conjunto de medidas de controle da referida doença e de práticas de conservação da vegetação natural e dos solos cultivados com abacaxi.

Vale ressaltar que as condições ecológicas dessa região são diferentes da maioria das regiões tradicionais de cultivo de abacaxi e que a cultura, embora pesquisada pela EBDA/UEP Paraguaçu, desde 1981, somente passou a receber atenção da assistência técnica a partir do inicio da década de 90.

Nos últimos treze anos, a parceria da EBDA com a Embrapa Mandioca e Fruticultura vem viabilizar a continuidade das ações de pesquisa, com vistas a melhorar a eficiência das técnicas de produção de abacaxi na região.

Atualmente, destaca-se, também, a criação da Cooperativa dos Produtores de Abacaxi de Itaberaba (COOPAITA), que vem desempenhando uma importante função no que diz respeito à comercialização do fruto, com reflexos bastante positivos no aumento da renda de seus associados, como também dos demais produtores, devido ao fator de regulação do preço dos frutos de abacaxi.

Comparativo do anos 2004 a 2006 referente aos anos anteriores. O crescimento nesta cultura se desenvolveu de forma significativa neste período, conforme dados abaixo especificados:

ÁREA PLANTADA APROXIMADA POR HA 3.000
NÚMERO DE PRODUTORES  1.200
EMPREGOS DIRETOS E INDIRETOS   4.000
PRODUTIVIDADE POR HA   23.000
VALOR DA LAVOURA   R$ 15.000.000
VALOR DA PRODUÇÃO   R$ 30.000.000
VALOR DE NEGÓCIOS AGRÍCOLAS    R$ 45.000.000

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here