Acordo de Paris atinge marca histórica ao ser assinado por 175 países

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Nesta sexta-feira (22), na sede das Nações Unidas, em Nova York, 175 países assinaram o Acordo de Paris contra a mudança climática. Esta é uma marca histórica, já que nunca tantos países tinham assinado uma convenção internacional deste tipo no primeiro dia em que o texto foi aberto para que as nações começassem a aderir.

“Este pacto marcante, em conjunto com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, tem o poder de transformar o nosso mundo. O impulso alcançado pela concretização de tantas assinaturas num único dia envia um claro sinal de solidariedade e resolução. Agora, temos de libertar toda a força do engenho humano e garantir o crescimento com baixas emissões de gases e melhorar a resiliência ao clima”, destacou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Para que o acordo entre em vigor, é necessário que pelo menos 55 países, que somem no total 55% das emissões globais, completem o processo de ratificação. Entre eles, 15, em sua maioria pequenos países insulares, já o fizeram nesta sexta, e espera-se que ao longo deste ano muitas outras nações sigam o caminho. Na maioria dos casos, os países precisam que o texto seja aprovado por seus parlamentos.

O secretário-geral da ONU disse que, apesar de a preocupação dos líderes mundiais ser “crucial” para a proteção do planeta, todos os cidadãos têm um papel importante a desempenhar. “Podemos optar por sistemas de eficiência energética, parar de desperdiçar comida, reduzir a pegada de carbono e aumentar os investimentos sustentáveis. Pequenas ações, multiplicadas por mil milhões, incentivam uma mudança dramática, reforçando o Acordo de Paris e colocando-nos numa trajetória para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, declarou.

O Brasil foi representado pela presidente Dilma Rousseff, que destacou, em discurso, os avanços do país no combate às agressões ao meio ambiente. “O caminho que teremos de percorrer agora será ainda mais desafiador: transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos. Realizar os compromissos que assumimos irá exigir a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades, rumo a uma vida e a uma economia menos dependentes de combustíveis fósseis, dedicadas e comprometidas com práticas sustentáveis na sua relação com o meio ambiente”, disse Dilma.

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