Anglo American vai cortar em quase dois terços o número de funcionários

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A empresa de mineração britânica Anglo American anunciou nesta terça-feira (8) que reduzirá o número de funcionários de 135 mil para menos de 50 mil, consequência da queda do preço do minério de ferro e dos metais industriais. A redução no número de empregados será feita ao longo de vários anos, segundo a companhia.

Durante uma apresentação aos investidores, a empresa explicou que reduzirá o quadro de funcionários e terceirizados com demissões e venda de ativos, um corte gradual que deve ser concluído em 2017.

A empresa informou que, além da venda de ativos, a reestruturação incluirá redução de investimentos, suspensão de pagamento de dividendos e redução de custos.
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A Anglo American é a quinta maior do setor em valor de mercado.

No Brasil, a empresa opera desde 1973 com duas unidades de negócios: níquel, nióbio e fosfatos; e minério de ferro, que geram 4,5 mil empregos diretos e 22 mil indiretos nos estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Na América do Sul, a Anglo American opera oito minas no Brasil, quatro no Chile e uma na Colômbia, segundo seu site.
Se em 2013 contava com 162 mil trabalhadores, no final de 2016 contará com 99 mil, no final de 2017 com 92 mil e, no futuro, a cifra cairá ao mencionados menos de 50 mil.

“Vamos reestruturar radicalmente nossa carteira e, em consequência, o resultado que se espera é uma redução de até 50 mil empregados”, confirmou um porta-voz da empresa à AFP.

“A gravidade da deterioração dos preços das commodities requer medidas mais audaciosas”, explicou, em um comunicado, o gerente Mark Cutifani.

Serão formadas três divisões, das seis existentes: a De Beers para diamantes, a de Metais Industriais para platina e metais básicos e a de Commodities a Granel, para carvão e minério de ferro.

A Anglo American quer reduzir seu gasto em investimentos em US$ 1 bilhão adicionais antes do fim de 2016.
O grupo espera uma depreciação de seus ativos entre US$ 3,7 e 4,7 bilhões e suspenderá os dividendos para o segundo semestre de 2015 e 2016.

A situação difícil para o setor levou outra gigante do setor, a anglo-australiana Rio Tinto, a também anunciar a redução dos investimentos em quase US$ 1 bilhão no próximo ano.

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