Após assembleia, rodoviários param ônibus na Sete Portas, em Salvador

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Um grupo de rodoviários ocupou a pista e parou alguns ônibus que trafegavam pela Sete Portas, em Salvador, na manhã desta quinta-feira (22), o que afetou o fluxo por cerca de meia hora. De acordo com informações do sindicato da categoria, a parada dos veículos durou pouco e foi para chamar a atenção dos outros rodoviários para a discussão das reivindicações.

Antes desta manifestação, a categoria tinha se reunido em assembleia que faz parte da campanha salarial. O encontro entre os trabalhadores aconteceu na sede do Sindicato dos Eletricitários do Estado da Bahia (Sinergia), também na na Sete Portas.

O trânsito ficou bastante congestionado nos dois sentidos até por volta das 11h. Depois desse horário, a situação já estava normalizada, com o trânsito liberado, mas intenso nos dois sentidos.

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De acordo com sindicalistas, ainda não há uma confirmação da categoria com relação ao indicativo de greve em Salvador. Os trabalhadores informaram que não está marcada uma nova rodada de negociação com o patronato. Ainda está prevista outra assembleia dos rodoviários para a tarde desta quinta-feira.

Negociação
Na tarde de quarta-feira (21), a reunião entre rodoviários e donos das empresas de ônibus terminou sem acordo na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Os rodoviários reivindicam reajuste de 15%, tíquete alimentação de R$ 20, participação nos lucros das empresas e redução da jornada de trabalho.

De acordo com o que o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, disse na quarta-feira, a categoria nem chegou a negociar diretamente com os empresários na sede da SRTE. “Não houve um consenso para sentarmos porque só teria discussão e mais nada. Então, resolvemos ficar de prontidão, para quando os empresários entenderem que irão avançar nas propostas, nos sentarmos novamente para ouvi-las”, afirmou Ferreira.

O assessor de relações institucionais do Sindicato das Empresas de Transporte de Salvador (Seteps), Jorge Castro, afirmou que o principal impasse na negociação é a reivindicação da redução de jornada de trabalho. “Nós só aceitamos negociar o salário. Não vamos conversar sobre redução de jornada de trabalho”, disse. Por outro lado, os trabalhadores rodoviários são enfáticos em afirmar que não deixarão de lado a reivindicação de diminuir a jornada.

A campanha dos rodoviários começou no início de abril, e até agora, já foram realizadas sete rodadas de negociação entre a categoria e os empresários, todas sem acordo entre eles. Não há previsão para uma nova reunião entre patrões e funcionários.

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