Chuva há 3 dias ajuda a conter focos de incêndio na Chapada Diamantina

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Chove há três dias em várias regiões da Chapada Diamantina, área no interior da Bahia que teve grande parte da vegetação e de espécies da fauna destruídas por incêndio que se alastrou por diversos municípios e áreas de preservação ambiental.

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, que atua em parceria com brigadistas voluntários, informou neste sábado (28) que um voo de monitoramento foi realizado nesta manhã, e nenhum novo foco de chamas foi localizado.
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Com o incêndio controlado, foi possível dar início a uma desmobilização parcial da tropa. No entanto, os bombeiros ressaltam que mesmo com a situação controlada e com a ocorrência de chuvas, o trabalho continua com a permanência de equipes, além de aeronaves, na área da Chapada.

“Chove em vários pontos, desde os locais mais críticos, como Morro Branco, até a cidade de Lençóis. A chuva ajudou muito a diminuir os focos”, informou Vanessa Matos, da assessoria do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia.
A estimativa da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema) é de que ao menos 30 mil hectares tenham sido atingidos na região com o incêndio.
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Destruição
As belas paisagens da Chapada Diamantina foram afetadas pelo fogo que atinge a região há mais de duas semanas. Imagens mostram a vegetação queimada próximo ao Rio Mucugezinho e de um dos cartões postais da região, o Morro do Pai Inácio.

Durante a semana, o secretário de Meio Ambiente do Estado, Eugênio Spengler, avaliou que os danos causados pelo incêndio sejam difíceis de ser revertidos. “As perdas são muito grandes. Talvez não se possa superar [danos]”, definiu

A destruição de orquídeas, a morte de animais e impacto sobre as nascentes são apontados como as principais consequências do incêndio.
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Localizada no Centro da Bahia, a Chapada Diamantina é apontada pela Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa) como “coração do estado”. O Rio Paraguaçu, por exemplo, responsável por parte do abastecimento das regiões metropolitanas de Salvador e Feira de Santana, sofreu com os impactos do fogo.

“A Chapada é uma caixa d´água, podemos chamar assim. Aqui nascem muito rios. Um deles é o Rio Paraguaçu, que abastece grande parte da região metropolitana de Salvador e da região metropolitana de Feira de Santana. Cerca de três milhões e 500 mil pessoas são abastecidas por ele [nessas localidades]”, explicou o secretário.
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Por conta dos incêndios, houve destruição de vegetação que fica na nascente do rio. “Vai demorar alguns anos para ser recuperada. Daqui a pouco vai chover, e isso [a falta de vegetação na nascente] compromete com erosão e assoreamento. A quantidade e a qualidade da água pode ser afetada”, estima.

Além do rio, o secretário de Meio Ambiente, Eugênio Spengler, afirma que os incêndios destroem exemplares da flora. Há grande preocupação com as orquídeas. Conforme a BahiaTursa, há 50 espécies da planta em toda a região. “Ainda não tem números, mas ainda temos mortes de cobras, de aves ainda com ninho, felinos, insetos. São muitas perdas”, resume.

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