Conheça seis lugares que você não pode deixar de visitar na Chapada Diamantina

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A Bahia costuma ser lembrada pelas praias e ilhas paradisíacas que integram o território do estado, porém, elas não são os únicos atrativos das terras baianas. Na região central, é possível encontrar um verdadeiro paraíso natural, repleto de vales, cachoeiras e rios, que atrai centenas de turistas e é muito conhecido entre amantes de trilhas e acampamentos: a Chapada Diamantina.

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Neste sábado (8), a TV Bahia exibiu a sétima reportagem do projeto “Avança”, que trata sobre o desenvolvimento econômico do estado, e mostra segmentos que são destaque, setores com alta produtividade, exemplos de negócios e utilização de tecnologia. A Chapada Diamantina foi tema da reportagem.

O território engloba 24 municípios: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaetê, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga, Wagner. Parte deles abriga o Parque Nacional da Chapada Diamantina, que foi criado em 1985.

De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), que administra o Parque Nacional, são mais de 152 mil hectares, que oferecem uma grande diversidade ecológica e ambiental, e abrangem três biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

A região tem quase 300 km de trilhas, que percorrem campos rupestres, cerrado e mata atlântica; 33 cachoeiras, entre elas a Cachoeira da Fumaça, com 390 m de altura; 2 cavernas; 10 locais de escalada; 16 sítios históricos; e o Marimbus, que é uma área alagada conhecida como Pantanal da Chapada Diamantina. Em conjunto, os atrativos formam uma paisagem de tirar o fôlego, cuja visitação é gratuita.

No entanto, as belezas não estão só dentro do Parque. Nas cidades que ficam no entorno, também há muito o que conhecer e admirar. Entre elas, Piatã, Lençóis e Mucugê. Pensando nisso, o G1 listou seis locais da região que você precisa conhecer. [Confira lista abaixo]

Cachoeira do Sossego

Localizada na cidade de Lençóis, a Cachoeira do Sossego fica a 4 km acima do Ribeirão do Meio e tem cerca de 20 metros de queda d’água. Para chegar até a água, é preciso fazer uma trilha, que liga a cidade à mata.

Segundo guias, o percurso é um dos mais difíceis da região. Parte da caminhada percorre o leito do rio, com trechos sobre pedras e muitas paradas para banho. Por ser uma trilha avançada, recomenda-se visitar a cachoeira nos últimos dias da estadia na Chapada. O acesso é gratuito.

Morro do Pai Inácio

Considerado um dos principais cartões postais da Chapada Diamantina, o Morro do Pai Inácio fica na cidade de Palmeiras. São mais de mil metros de altitude. A subida dura, em média, 25 minutos. Em fevereiro do ano passado, foi instalada uma escadaria na região.

Quem sobe ao local tem uma vista bastante privilegiada de outras formações do Parque Nacional da Chapara Diamantina, como o Morro do Camelo, o Morrão e o Três Irmãos.

Conforme a prefeitura local, cerca de 50 mil pessoas visitam o morro por ano. De cada uma, é cobrada uma taxa de R$ 6.

Cemitério Bizantino

O Cemitério de Santa Isabel, conhecido como Cemitério Bizantino, fica no município de Mucugê e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O espaço reúne um conjunto de mausoléus, que reproduzem miniaturas de fachadas de igrejas e capelas, apoiadas na encosta rochosa da serra.

Construído no século XIX, o cemitério foi pensado para atender a demanda de muitas mortes na região, por conta de uma epidemia de cólera. Na época, os moradores da região não poderiam mais ser enterrados em igrejas, como era comum, e o espaço foi elaborado. Ao logo dos anos o cemitério foi preservado como uma obra de arte das mais importantes.

A construção chama atenção por conta da cor branca das sepulturas diante do fundo montanhoso. O cemitério está dividido em duas partes: uma plana, murada, onde estão as covas rasas; e a outra constituída por um conjunto de mausoléus implantado sobre a encosta rochosa da serra.

Os túmulos caiados são vistos à distância e se integram à paisagem do cerrado. Os mausoléus brotam da rocha, como a vegetação, em uma integração similar às “locas” ou “tocas”, onde viviam os garimpeiros que se instalavam na região para exploração.

Cachoeiras do Patrício e do Cochó

Quem visita a cidade de Piatã, encontra as Cachoeiras do Patrício e do Cochó. As trilhas de acesso ao ambiente, ao contrário da Cachoeira do Sossego, são classificadas como de fácil acesso por guias. As água ficam a poucos minutos do centro da cidade.

Inicialmente, os visitantes chegam à Cachoeira do Patrício, que tem 32 metros de altura e é cercada por matas ciliares e paredões rochosos. O nome, segundo guias da região, é uma homenagem ao antigo dono das terras.

Em seguida, a trilha dá acesso à Cachoeira do Cochó, que tem 16 metros de altura. As águas do local são cristalinas, rodeadas por areia branca.

Poço das Andorinhas

Entre as belezas do município de Rio de Contas, está o Poço das Andorinhas. Com águas na cor verde esmeralda, o local fica no distrito de Arapiranga.

Existem duas estradas de acesso ao poço: uma passando pela BA-148, de asfalto, e depois seguindo por uma estrada de chão, em um total de 39 km; e a outra toda por estrada de chão, sendo 27 km de percurso. Depois da estrada, há mais 40 minutos de caminhada.

O poço é chamado de Andorinhas por conta de uma gruta, que tem 10 metros de altura e abriga muitas aves da espécie. A visitação é gratuita.

Cachoeira da Fumaça

Na localidade do Vale do Capão, na cidade de Palmeiras, um dos principais atrativos é a Cachoeira da Fumaça. A trilha que dá acesso ao local parte do povoado de Campos e segue para o alto da serra, até chegar ao rio da Fumaça.

O caminho tem cerca de 5 km de distância e leva-se, em média, duas horas para percorrê-la, sendo que cerca de uma hora da viagem é de subida íngreme.

Segundo o ICMbio, a cachoeira tem cerca de 380 m de altura, mas há locais que do topo ao poço chegam a 420 m.

Apesar das belezas, a cachoeira integra um passeio destinado à contemplação da paisagem, sem banho de rio no percurso.

Como chegar ao Parque Nacional da Chapada Diamantina

O Parque Nacional pode ser acessado pela BR-242 e algumas rodovias estaduais. Além de carro, visitantes contam com linhas de ônibus que levam à região. Contudo, o transporte intermunicipal no entorno do parque é realizado apenas em alguns trechos, por vans particulares.

O Parque Nacional pode ser dividido em três regiões: norte, centro e sul. Elas têm diferentes meios de acesso. Ao planejar a viagem para a região, o ICMbio orienta verificar os municípios onde estão localizados os atrativos que se pretende visitar e qual é a logística disponível.

A região norte pode ser acessada por Lençóis e Palmeiras. O centro por Andaraí e Mucugê. Já o sul por Ibicoara e Itaetê.

Orientações do ICMbio

Dicas de segurança

Não corra risco desnecessários – Resgates em áreas naturais são complexos, caros e demorados. As trilhas do Parque Nacional possuem condições rústicas e não possuem sinalização, então saber cuidar de si é essencial.

Planeje seu passeio – Antes de escolher um passeio, informe-se sobre as características do local, como distância, presença de água potável e o grau de esforço físico exigido.

Nunca saia sozinho – Não há sinal de celular dentro do Parque. Informe no local onde está hospedado qual passeio irá realizar e deixe o contato de algum familiar para ser informado em caso de acidente. Além disso, se você estiver acompanhado, terá alguém para te prestar socorro caso se machuque, sinta-se mal ou seja picado por um animal peçonhento.

Não salte nos poços – As águas da Chapada Diamantina são escuras e não é possível visualizar pedras, galhos e troncos. Mesmo que alguém “conheça”, as chuvas alteram o leito dos rios.

Sempre use tênis – Proteja os pés. Para trilhas longas e irregulares, use botas ou tênis de cano alto para evitar torções.

Contrate um bom condutor de visitantes – Eles são essenciais em trilhas pouco marcadas, longas e com terreno muito acidentado. Em trilhas com maior grau de dificuldade, a presença de um bom guia faz toda a diferença, pois, caso necessário, ele irá prestar os primeiros socorros e acionar um resgate. Mas antes de fazer a contratação, peça recomendação sobre o seu trabalho.

Cuidados com o ambiente natural

Não faça fogueiras – fogueiras são prejudiciais à natureza e proibidas em todo Parque Nacional. Utilize um fogareiro para cozinhar.

Leve o lixo de volta – Não há lixeira dentro do Parque. Carregue o lixo com você até encontrar uma lixeira fora do Parque Nacional.

Para ir ao banheiro – Em caso de necessidade, faça a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água e trilhas. Enterre o papel higiênico junto com as fezes.

Acampamentos – utilize os acampamentos da Igrejinha, Escolinha, Prefeitura e proximidades das casas dos moradores. Evite acampar na beira de rios, cavernas ou criar novos acampamentos.

Animais domésticos – não é permitida a entrada de animais domésticos, pois eles podem ser portadores de doenças que não estão presentes no ambiente natural e, assim, contaminar os animais silvestres, ou o inverso. Eles também podem contrair novos vírus e bactérias.

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