Corpos de crianças mortas em enxurrada são enterrados em Goiás

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Os corpos das três meninas mortas ao serem arrastadas por uma enxurrada no Setor Parque Montreal, em Aparecida de Goiânia, foram enterrados na manhã de domingo (23), no Cemitério Jardim da Esperança, na mesma cidade. As irmãs Luciana Neres da Silva, de 10 anos, e Keren Vitória da Silva, de 7, além da amiga Sabrina Leal Cardoso, de 9 anos, foram veladas juntas, durante a madrugada.

O enterro aconteceu por volta de 11h30 e reuniu amigos, familiares e até desconhecidos que se sensibilizaram com a tragédia e foram prestar solidariedade, principalmente aos pais das vítimas. Elas brincavam em uma rua no fim da tarde de sexta-feira (21) quando foram surpreendidas pela forte chuva que caiu na cidade. Uma quarta criança, de 8 anos, que também estava no local, conseguiu escapar antes de ser levada pela água. Os corpos foram localizados em uma tubulação de captação de água fluvial.

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Dor
Mãe das duas irmãs que morreram do acidente, Geovana da Silva Bispo tenta se recuperar da dor. “Queria estar junto com elas para poder salvá-las”, disse a mãe, aos prantos. Inconformada, Geovana se lembra da situação que tirou a vida de suas filhas. “Elas escorregaram lá dentro, não viram aquele buracão. Uma caiu. Aí a outra foi tentar salvar a pequenininha e morreu junto”, desabafa.

Sara Leal Cardoso, de 8, conseguiu sobreviver. Ela lamentou a morte da irmã Sabrina e lembra como fez para também não ser levada pela força da água. “Consegui escapar porque o mato estava perto de mim. Eu puxei e saí pedindo socorro. Acho que Deus quis levar ela, chegou a hora dela”, lamenta.

Resgate
Alguns vizinhos ajudaram os bombeiros a realizar o trabalho de resgate. O auxiliar de produção Fulosino de Jesus foi quem encontrou o primeiro corpo. “A primeira subiu quando veio a água. As outras não conseguiram boiar e ficaram soterradas”, recorda.

Como a quantidade de terra e lama era muito grande, a corporação teve que ser auxiliada por duas retroescavadeiras para retirar a valeta de água. O líder comunitário Roberci Nunes disse que o acidente ocorreu por falta de infraestrutura. “Aqui tem um conjunto e toda água dele cai aqui. Uma empresa furou um buraco, mas sem sinalização”, reclama.

Em nota, a prefeitura de Aparecida de Goiânia lamentou as mortes e disse que o Parque Montreal está passando por obras de asfalto e que primeiro é preciso fazer as galerias pluviais.

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