De gravata, jovem vai às ruas e vende chocolate para pagar faculdade

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Na véspera do feriado de Páscoa, na última quinta-feira (24), um jovem de 30 anos chamava a atenção de quem circulava com pressa pelo Centro de Porto Alegre. De camiseta social e gravata, Rodrigo da Silva Ferreira abordava, um a um, quem passava próximo da prefeitura da cidade. “Estou vendendo chocolates para pagar a faculdade”, dizia.

Ele cursa marketing à distância. Diz que não chegou a tentar financiamento estudantil para não comprometer a renda. “Não queria ficar com uma dívida. Então, decidi trabalhar para pagar”.

doces

A ideia surgiu na metade do ano passado. E o negócio deu tão certo que o estudante deixou o emprego de vigia no começo de 2016 para focar apenas na comercialização das trufas. “Fiquei sobrecarregado com dois trabalhos.” Mas a decisão só foi tomada quando ele conseguiu manter uma média de vendas de 200 doces por dia. Agora chega a faturar R$ 4 mil por mês.

Os doces são feitos por uma confeiteira, amiga dele. A esposa de Ferreira cuida da contabilidade dos negócios e recebe os pedidos, muitos deles vindos das redes sociais. Nas ruas fica o estudante de marketing, que aborda a clientela em filas de ônibus.

Para a Páscoa, os três levaram uma novidade para as ruas. Passaram a fazer ovos de chocolate sob encomenda, com a possibilidade de o recheio ser a gosto do freguês. Na quinta-feira, já tinham sido vendidas 40 unidades. A preparação da novidade começou em fevereiro, para que tudo fosse entregue a tempo.

Durante a entrevista ao G1, ele foi interrompido por uma ligação da esposa, que avisava de um grande pedido. Era uma encomenda de 30 trufas de uma dentista, que também pediu um ovo de páscoa. “Acho que vendi uma vez para ela. Acabou gostando e agora fez essa encomenda.”

Ferreira diz que ganha os clientes pela “exclusividade” do produto, apesar de circularem no Centro da cidade outros inúmeros vendedores do doce. “Eu digo que essa trufa é única”, diz o estudante, confiante.

Mas não nega que parte do resultado é de seu esforço. Ele conta que um dia superou a meta do dia e vendeu 300 unidades do doce. A esposa dele tinha colocado trufas a mais nas bolsas. “Eu reparei que estava pesado, mas fui vendendo. Acho que naquele dia eu estava inspirado para vender”, conclui.

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