Em assembleia, professores da UFBA decidem continuar greve

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Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (29) os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) decidiram continuar a greve que já dura 120 dias. O comando de greve chegou a anunciar que a categoria suspenderia a paralisação, mas durante as discussões uma nova reunião ficou marcada para o próximo dia 6 de outubro com indicativo de saída da greve junto com o comando nacional.

Os docentes pedem um reajuste salarial de 16% dividido em duas parcelas: 10% em agosto de 2016 e 6% em janeiro de 2017. O governo oferece 10,5% dividido em duas parcelas: a primeira delas, de 5,5%, para agosto de 2016 e a segunda de 5% em janeiro de 2017. A proposta é considerada “abaixo expectativa”. A categoria reivindica ainda a defesa do caráter público da universidade, melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados para que as aulas voltem ao normal.


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Nesta segunda-feira (28), o Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (APUB) sinalizou que a greve poderia ser encerrada nesta terça-feira e que era o momento de pensar em outra estratégia de luta. A constatação de que “a conjuntura econômica nacional ainda demorará muito para ser resolvida”, segundo a presidente da Apub, Claudia Miranda, seria determinante para o fim do movimento.

Durante a assembleia, alunos do Movimento queremos Aula realizaram uma manifestação a favor do fim da greve. A Assembleia chegou a ser interrompida devido os protestos, mas os encaminhamentos seguiram quando os estudantes fizeram silêncio e retiram os “narizes de palhaço’ e os encaminhamentos seguiram.

A votação contou com 193 professores apoiando a continuidade da greve, 94 a favor do fim da paralisação e cinco abstenções.

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