Familiares de acusado de matar a própria mãe afirmam que jovem é inocente

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Familiares do acusado de matar a própria mãe, Edmilson Moreira Júnior, de 20 anos, prestaram depoimento na delegacia na manhã de hoje (24), onde alegaram que o jovem é inocente. A informação é do Acorda Cidade.

Segundo as três irmãs e a esposa de Edmilson, ele jamais cometeria um crime como este.

O corpo da idosa Solange Mabel Reis Oliveira, 66 anos, foi encontrado caído dentro da casa onde morava, na Rua B, do Conjunto Feira X, na madrugada do último domingo (21). A mulher apresentava lesões na cabeça, e a polícia acredita que o acusado do crime seja o filho da vítima, que teria chegado da Micareta alcoolizado, bateu na porta, e como demorou para ser atendido, agrediu a idosa, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Uma das irmãs, Iara de Oliveira Souza, afirmou à polícia que o jovem sempre morou com a mãe, e tinha cuidado com a idosa, que era uma pessoa muito debilitada. “Ela era hipertensa, tinha diabetes, e tinha sofrido um derrame e ficado com um lado esquecido. Júnior é um bom irmão e sempre cuidou da mãe dele, sempre deu carinho e atenção. Jamais faria uma coisa dessas”, afirmou.

Ela informou que uma vizinha que mora do outro lado da rua que fez a denúncia. Segundo a familiar, a pessoa que fez a acusação não tinha condições de ver nada. “Ela não viu nada, porque a casa da minha mãe não tem como ver por conta de que o portão é lacrado e ela mora do outro lado. Ela disse que ouviu gritos por volta das 2h da manhã, sendo que ele estava na avenida, temos prova disso. E quando o vizinho ligou que o corpo dela estava no chão, ligaram pra minha irmã, ela não conseguiu abrir o portão. Meu irmão chegou do Micareta 4h da manhã, ela abriu o portão e ele entrou. Ele estava dormindo na parte de cima, e não ouviu ela cair. Quando ele viu, que ele desceu, que minha irmã gritou e ele viu minha mãe no chão, ele se desesperou e ficou sem saber o que fazer”, relatou Iara.

De acordo com Iara, a irmã e Edmilson retiraram o corpo da idosa de dentro de casa. “A gente teve que tirar o corpo dela porque não tinha como abrir o portão. No óbito dela deu hipertensão intercraniana. O cérebro dela aumentou a pressão e ela teve a tontura. Nós viemos depor a favor do nosso irmão, porque a gente conhece a índole dele, apesar de já ter tido passagem pela polícia. Ele não pôde ver a mãe nos últimos momentos dela. Toda mãe tem um filho mais querido, e ele era o dela”.

Segundo Iara de Oliveira, a família vai esperar agora o laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT). “Só prenderam meu irmão porque o viram com sangue. Minha irmã também ficou porque teve que arrastar o corpo dela. Ele é um menino tranquilo, do bem. Eles (a polícia) não deram atenção à gente em momento nenhum. Sofremos duas vezes. Não liberaram nosso irmão pra ver minha mãe. Vamos fazer o possível e o impossível para tirar meu irmão”, concluiu.

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