Filho de PM foi baleado uma semana antes de ser morto

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O corpo de Andrey Outeiro Vinhático Pereira, 20 anos, foi sepultado na tarde desta segunda-feira (20), no cemitério do Bosque da Paz, em Salvador. Ele era filho de um policial militar e foi assassinado na rua Monteiro Lobato, na Cidade Baixa, neste domingo (19). Uma semana antes, o jovem foi baleado nessa mesma rua, que fica no bairro Vila Ruy Barbosa.

Segundo o boletim do posto policial do Hospital Geral do Estado (HGE), Andrey deu entrada na unidade durante a madrugada do dia 11 de novembro, um sábado. Ele contou para os investigadores que presenciou uma briga e que durante a confusão, três homens passaram pelo local e fizeram disparos de dentro de um carro da cor prata. Ele não soube informar o modelo do veículo. Uma das balas acertou a coxa esquerda do Jovem, e ele foi socorrido por moradores para o HGE.

Neste domingo, testemunhas contaram que Andrey estava caminhando pela rua Monteiro Lobato com dois amigos quando foi surpreendido por dois homens armados. Os amigos conseguiram correr, mas o jovem foi baleado em diversas parte do corpo. Os peritos encontraram 31 perfurações no corpo dele. Segundo os moradores, ele pediu para não ser morto, mas os bandidos atiraram até descarregar a arma. Depois, colocaram um novo cartucho e continuaram atirando. Andrey morreu no local.

Sepultamento
O corpo de Andrey foi velado na capela 4 do cemitério Bosque da Paz, no bairro de Nova Brasília. A cerimônia estava marcada para às 16h, mas aconteceu com atraso por conta de algumas pendências. Os familiares e amigos do jovem dispensaram o carrinho e carregaram o caixão até o local do sepultamento, à frente do cortejo que seguiu com cânticos e orações.

A avó de Andrey lamentou o ocorrido. “Ele é meu neto, mas eu não tenho o que dizer. Pode ser o que for, mas o sangue corre na veia. Agora acabou. Deus sabe o que faz”, disse.

No dia do crime a rua Monteiro Lobato estava movimentada. Houve correria no momento do homicídio e uma criança de 5 anos também foi baleada. Uma testemunha contou que os bandidos chegaram de carro e que não se preocuparam em esconder os rostos.

“Estava em casa quando escutei os tiros, mas pensei que fossem bombas. Os amigos dele correram. Ele também tentou correr, mas não conseguiu. Ele ainda disse para os caras (bandidos): ‘Pô, velho! Pra quê isso?’. Mas um dos caras disse para o outro que atirou: ‘Dê logo na cabeça’. Moro aqui há anos e nunca tinha visto isso”, contou a mulher, que pediu para não ser identificada.

A morte de Andrey está sendo investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Civil informou que está apurando se o crime tem relação com o tráfico de drogas.

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