Fogo não impede turismo em áreas de visitação na Chapada

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Com 51 mil hectares dizimados por incêndios florestais até o início deste mês, a Chapada Diamantina continua com focos espalhados pelos municípios. No entanto, atrativos estão liberados para a visita de turistas acompanhados por guias.

Agentes envolvidos em toda a cadeia de turismo na região, preocupados com uma redução estimada em 50% dos visitantes desde que os incêndios começaram em setembro, fazem um apelo destacando a disponibilidade de atrações que a região oferece sem representar perigo.
chapada diamantina
Presidente do Conselho de Turismo de Lençóis, Dioclides Araújo destaca que, apesar de os incêndios terem queimado a vegetação, os roteiros estão liberados. “É relevante informar que a visitação, desde que acompanhada de guias capacitados, não representa nenhum perigo”, diz Araújo.
A médica Giovana Bezerra de Góis, 37, fez turismo na região este mês. “Passei cinco dias (entre 12 e 16 de dezembro) na Chapada Diamantina com minha família. A princípio fiquei preocupada, pois sabia que estavam acontecendo os incêndios. Mas, apesar da apreensão, foi tudo bem e não perdemos nenhum passeio programado”, conta.

A expectativa na região é de caírem chuvas nos próximos dias, com o enfraquecimento da massa de ar quente e seco que está há várias semanas agindo sobre o estado.

Além da Chapada Diamantina, localizada na região central da Bahia, as chuvas (que devem ser de fraca intensidade) podem cair no oeste, sudoeste, norte, sul e no semiárido.

Segundo o meteorologista do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) Heráclio Alves, as chuvas previstas para cair a partir de hoje ainda não serão suficientes para amenizar a estiagem.

Ele atribui a permanência e intensificação da massa de ar quente e seco principalmente como “resultado da influência do fenômeno climático El Niño, que aqui na Bahia atua na porção semiárida, reduzindo a nebulosidade e, consequentemente, as chuvas”.

Sobre a área atingida, conforme o secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler, o levantamento georreferenciado para estipular o quanto foi queimado foi interrompido no início de dezembro.

“Paramos por conta da incidência dos novos focos. Assim que os incêndios forem totalmente debelados, vamos trabalhar na elaboração de um plano de restauração para acelerar a recuperação da fauna e da flora”, destacou o secretário.

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