Governador diz que não tem como garantir PM em todo o Carnaval, mas repassa 40 milhões extra para a Assembléia

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O governador Rui Costa (PT) afirmou, na manhã da segunda-feira (21), que o governo do Estado não tem condições de contribuir com o Carnaval de Salvador conforme calendário elaborado pela prefeitura. No próximo ano, a festa momesca terá seus dias e locais estendidos, conforme já anunciou a gestão municipal. Em entrevista à Rádio Metrópole, o líder baiano disse que o Estado não foi consultado sobre a possibilidade de aumentar os dias e locais da festa, principalmente porque, em um ano de crise, não há dinheiro suficiente para pagar horas extras a policiais militares, por exemplo.

“São 20 mil homens que trabalham no Carnaval. Você termina já retirando policiais de outras cidades e eu não posso retirar mais para reforçar mais dias e locais de carnavais e deixar a bandidagem solta no interior. Não há condições de colocar mais PMs, a não ser que a prefeitura assuma o custo dos policiais e pague as horas extras”, disse Rui Costa, ao informar que deve sentar ainda hoje com o prefeito ACM Neto (DEM) para tratar do assunto. Segundo o governador, o Estado gasta cerca de R$ 80 milhões com a festa na capital baiana e a maior fatia é para o pagamento de horas extras a policiais civis e militares.

O Carnaval de 2016 terá dois dias de festa no novo circuito Orlando Tapajós, que será montado na avenida Oceânica, entre o Clube Espanhol e o Farol da Barra. O pré-carnaval será realizado na semana que antecede a festa oficial, nos dias 30 e 31 de janeiro. Os desfiles acontecem a partir das 15h. Além do domingo do Furdunço, que acontece no dia 31 de janeiro desde 2014, o folião ganha mais um dia de festa. No sábado (30), será realizado o Fuzuê, que trará para o público um carnaval acústico, com bandas de sopro, percussão e batucada.

Por outro lado, a Assembleia Legislativa da Bahia (AL) já recebeu, nos últimos dois meses, quase R$ 40 milhões em repasses extras oriundos dos cofres do Estado. A previsão orçamentária da AL para este ano é de R$ 444 milhões, ou seja, R$ 37 milhões em repasses mensais durante os 12 meses.

Os questionamentos giram em torno dessa situação, pois o carnaval traz turistas e renda para a Bahia e os repasses extras para a Assembléia, serve apenas para bancar as mordomias dos deputados.

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