Jornal britânico afirma que Dilma deveria continuar no poder apesar da ‘posição precária’

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O jornal financeiro britânico Financial Times afirmou em seu editorial desta segunda-feira (17) que a presidente Dilma Rousseff deveria permanecer no cargo, apesar dos pedidos de impeachment. O texto, intitulado “O descontentamento crescente no Brasil com (Dilma) Rousseff”, diz que a presidente está em uma “posição precária” devido à economia e ao escândalo de corrupção alimentado pelas revelações da Operação Lava Jato, mas defende que ela termine seu mandato.

Segundo o texto, se Dilma for afastada, será provavelmente substituída por outro “político medíocre” que tentaria implementar as mesmas medidas de estabilidade econômica dela.

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O editorial mantém a linha de textos anteriores, como o de 23 de março último, em que afirmava que a crise no país “provavelmente piorará antes de melhorar”, sem, no entanto, pedir a cabeça da presidente. O diário financeiro cita o “deplorável histórico econômico” da presidente, com a recessão que deve prosseguir até 2016, inflação e desemprego em alta, e investimentos e confiança do investidor em queda como motivos que levaram milhares de brasileiros às ruas em protestos no domingo.

Outro motivo, segundo o jornal, seria o escândalo de corrupção na Petrobras. Dezenas de empresários e políticos, a maioria da base aliada da presidente, são investigados pela Lava Jato, da Polícia Federal, sob suspeita de participação no esquema de desvio de verbas na estatal.

Dilma nega conhecimento das irregularidades na petroleira, que teriam acontecido, em grande parte, durante o seu período como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, entre 2003 e 2010. Ela tampouco foi citada por delatores que cooperam com as investigações.

“Ela pode ser culpada, pelo menos, de bruta incompetência”, diz o diário.

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