Jovem é preso após matar e ocultar corpo de merendeira em S. Desidério

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Um rapaz de 22 anos foi preso em flagrante após matar e ocultar o corpo de uma merendeira em uma chácara da zona rural da cidade de São Desidério, região oeste da Bahia. A vítima, Edileuza Azevedo de Souza, de 26 anos, que trabalhava numa escola municipal da região, foi abordada pelo suspeito enquanto estava indo de moto para o trabalho.

O homicídio ocorreu no povoado de Perdizes. A mulher tinha desaparecido na segunda-feira (19) e o corpo foi encontrado na terça (20), após prisão do suspeito, Quelyson Gonçalves de Abreu. Ele é marido de uma sobrinha de Edileuza.

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Depois de ser localizado, o jovem mostrou à polícia o local onde escondeu o corpo da vítima, achado com as mãos amarradas com arame em um buraco coberto por entulhos dentro da Chácara Cristo Reis, onde o suspeito trabalhava.

Primeiro, segundo o delegado Carlos Cruz Ferro, que investiga o caso, o jovem negou envolvimento no crime e acusou um colega de trabalho. Depois, se arrependeu e admitiu ter assassinado a vítima para roubar a moto e outros pertences para conseguir atendimento médico para a esposa, grávida de sete meses, e comprar o enxoval do filho.

Após ser preso, Quelyson teve de ser transferido às pressas de São Desidério para a cidade de Barreiras, também na região oeste, após familiares da vítima terem ameaçado invadir a delegacia para linchá-lo, segundo a polícia.

O crime começou a ser elucidado após o marido de Edileuza ter ido à delegacia registrar ocorrência sobre o sumiço da mulher, mãe de uma criança de dois anos. Ela tinha sido vista pela última vez às 14h da última segunda, a caminho da escola onde trabalhava.

Conforme o delegado, uma testemunha relatou ter visto, na mesma tarde, Quelyson entrando no mato com a motocicleta da vítima. A polícia suspeita que ele tenha atraído a mulher para dentro da chácara antes de matá-la. O local do crime fica perto da casa onde a vítima morava. O óculos de Edileuza foi a primeira pista encontrada pela polícia – estava embaixo de uma árvore do local.

“A partir do depoimento da testemunha, ele [Quelyson] passou a ser o principal suspeito e fomos atrás dele. Analisamos a área onde ela possivelmente poderia ter passado no dia do desaparecimento e, na Chácara Cristo Reis, identificamos marcas do veículo que a vítima usava para ir trabalhar”, destacou.

Ao ser detido, Quelyson negou que tivesse matado a mulher. “Ele disse primeiro que, no horário em que ela desapareceu, estava na casa da sogra, que é irmã da vítima, almoçando, e que passou a tarde toda lá. Fomos até a residência e uma cunhada dele, de 16 anos, disse, no entanto, que ele deixou a casa após ter almoçado e que teria retornado para a chácara onde trabalha”, disse o delegado.

Numa segunda versão, o suspeito ainda disse que teria visto o momento em que a mulher foi morta por um colega de trabalho. “Depois, ele mudou o depoimento. Disse que após almoçar na casa da sogra retornou para a chácara e, ao chegar ao local, viu quando o colega, que é primo dela, teria abordado Edileusa com uma faca e ainda afirmou que ficou com medo de denunciar porque o rapaz tinha o ameaçado de morte”, destacou o delegado.

Em contradição, Quelyson, depois, decidiu mais uma vez mudar a história dos fatos e admitiu o crime, informou o delegado. Ele também apontou onde havia escondido a moto, as chaves do veículo e um aparelho celular da vítima. Ele disse que estava sem dinheiro e que matou a vítima, a quem chamava de tia, porque queria dinheiro para a esposa dele ir ao médico e para comprar o enxoval do filho que vai nascer. Ele disse que a convenceu a entrar na chácara, porque teria um relacionamento com ela, e, em seguida, a jogou em um buraco com as mãos amarradas”, destacou.

Uma perícia constatou que Edileusa morreu em decorrência de uma fratura no pescoço. A polícia investiga se foi em decorrência da queda ao ser empurrada no buraco. “Também não descartamos a hipótese de o suspeito ter usado algum objeto para isso. Mas isso apenas o laudo vai dizer. Ele diz que no buraco tinha um pouco de água e que ela teria se afogado”, disse o delegado.

Quelyson vai responder pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. Segundo a polícia, ele é natural de Brasília (DF), onde já tem passagens por roubos.

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