Marido combina morte da mulher por WhatsApp

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Há uma semana três homens foram presos em Itu, no interior de São Paulo, por envolvimento no sequestro de uma mulher de 32 anos – entre eles, o marido da vítima. Sequestrada em 25 de junho, ela acabou solta por um dos bandidos.

Dizendo-se arrependido, ele não apenas a deixou sair do cativeiro, como confessou a intenção do bando: matá-la. E a mando do marido. Áudio divulgado nesta quarta-feira pela polícia revela o momento em que ele combina com um dos criminosos o assassinato da mulher: “Finaliza hoje”, pede o marido. Como o processo segue em segredo de Justiça, os nomes dos envolvidos não foram informados pela polícia.
O bandido que acabou por libertar a mulher se disse arrependido. O marido, um amigo dele – que foi contratado para intermediar o assassinato – e o matador de aluguel foram presos no último dia 08/07. Outros dois suspeitos ainda não foram identificados.



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Segundo informações da polícia, a vítima foi sequestrada por volta das 21 horas, quando voltava da casa dos pais, em Itu. Na conversa, via WhatsApp, em que combina o assassinato, o marido dá as instruções para os bandidos, informando que a mulher sairia da academia. Segundo o delegado Fábio Martelini, da Delegacia Central de Itu, a mulher acabou mudando seus planos e decidiu visitar os pais. A vítima, o marido e o filho de 4 anos do casal estavam voltando em carros separados, quando o homem – que estava com a criança no veículo – simulou que seu carro tinha quebrado e pediu que a esposa o esperasse. Foi então que três criminosos, que esperavam a pé no local, se aproximaram e sequestraram a mulher. Ela foi levada para uma mata em Indaiatuba, a quinze minutos do local do sequestro. O carro da vítima foi abandonado no caminho.

Às 4 horas, o intermediário levou dois dos três bandidos que estavam no cativeiro para Itu. O terceiro sequestrador, que ficou sozinho com a vítima no local, recebeu a ligação do marido dela autorizando o assassinato. Mas ele desistiu do crime porque se arrependeu. De acordo com a polícia, o criminoso e a vítima foram até uma cidade próxima e, com o celular dele, a mulher chamou um táxi e foi para a casa dos pais.

Na manhã seguinte ao sequestro, a mulher foi até a delegacia e relatou o crime. Orientada pelos policiais, ela manteve contato pelo celular com o bandido que a libertou, para que a polícia conseguisse chegar até ele. Entre as mensagens trocadas, estava o áudio do marido. Ele pagaria entre 7.000 e 10.000 reais para o grupo executar a esposa. Os investigadores apuram se uma casa do casal que está financiada pode ter motivado o crime.

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