Mulher pega empréstimo de R$11 mil para mudar árvore de lugar

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O repórter Lyniker Passos, do jornal “O Hoje”, publicou uma reportagem mais ou me­nos despretensiosa — tanto que o editor não lhe deu prioridade na página 3, preferindo noticiar com destaque que “1,2 mi­lhão” de motoristas foram “multados por excesso de velocidade”.

Quando a matéria é lida cuidadosamente, ressaltando aquilo que não está no texto, percebe-se sua importância. Os homens falam em mu­dança, em defesa do meio ambiente, mas no geral há mais retórica do que ações. Com Alma Ma­rione, de 65 anos, dá-se o oposto. Ela vendeu sua casa, em Goianira, e legou ao novo comprador uma paineira de 50 anos e 17 metros de altura. Porém, alegando que a árvore “apresentava risco para a vizinhança”, o proprietário decidiu cortá-la.

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Alma Marione, no lugar de convocar a imprensa para fazer o estardalhaço costumeiro, que tanto agrada ecologistas de papel, tomou um empréstimo de R$ 10.500 para contratar pessoal qualificado, com máquinas apropriadas, para arrancar a paineira e plantá-la num bosque.

Há um ponto que merece maior esclarecimento do jornal. O repórter informa: “A moradora contou com o auxílio da prefeitura municipal, que cedeu o novo espaço e viabilizou a contratação da empresa que fará a retirada”. A prefeitura pagou alguma coisa ou só viabilizou a contratação?

Por: Euler de França Belém – Jornal Opção

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