Obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste avançam na Bahia

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A construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), uma das maiores obras de infraestrutura e logística em andamento no país, apresenta evolução física avançada em trechos importantes do traçado em território baiano. Conforme o cronograma, as primeiras etapas (lotes 2, 3 e 4) serão entregues no final de 2014. Com a retomada do lote 1 e início das obras nos lotes 5 e 5A ainda neste mês, a previsão é que os trabalhos sejam acelerados para a conclusão no prazo, que vai até 2015.

Com 1527 quilômetros de extensão, a ferrovia vai ligar Figueirópolis, no estado do Tocantins, ao Porto Sul, no município baiano de Ilhéus. A intervenção deve funcionar em 2016, contando com apoio do Governo do Estado e investimentos do governo federal estimados em R$ 6 bilhões.

trilho

A assinatura dos contratos entre o Ministério dos Transportes e os consórcios construtores, firmada no início do mês, autorizou a retomada nas obras na região de Ilhéus, onde a Fiol se integrará ao Porto Sul. O lote 1 possui 125 quilômetros de extensão e passa ainda pelos municípios de Uruçuca, Aurelino Leal, Gongogi, Ubaitaba e Itagibá. O contrato no valor de R$ 608 milhões tem prazo de conclusão de 22 meses.

Também foi liberado o início das obras nos lotes 5 (Guanambi/Bom Jesus da Lapa) e 5A, que corresponde à construção da ponte sobre o Rio São Francisco, a maior ponte ferroviária do Brasil, com três quilômetros de extensão. No total, o lote tem 162 quilômetros, cortando as cidades de Caetité, Guanambi, Palmas de Monte Alto, Riacho de Santana e Bom Jesus da Lapa. O valor do contrato é de R$ 850 milhões, com vigência de 24 meses.

Frentes de trabalho

Responsável pelo monitoramento das obras no estado, o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, afirma que a abertura das novas frentes de trabalho é fundamental para a o avanço da Fiol. “É a garantia de que até 2016 teremos a ferrovia funcionando de Ilhéus até o São Francisco, chegando até o Centro-Oeste do país nos anos seguintes, o que viabiliza a implantação de muitas empresas, indústrias e, portanto, mais empregos no interior da Bahia”.

Segundo ainda o secretário, as obras dos lotes 1 e 5 vão representar a abertura de cinco mil novos postos de trabalho. Atualmente, a construção da Fiol emprega cerca de sete mil pessoas. Um dos 1.500 trabalhadores do canteiro de obras do lote 3, em Tanhaçu, no sudoeste baiano, o encarregado de soldagem Luciano Freitas já percebe os reflexos na economia e no desenvolvimento da região desde a chegada do empreendimento. “O dinheiro ganho na obra é gasto aqui mesmo na região e melhorou muito o comércio e toda a região. Além disso, para mim, profissionalmente, é uma grande oportunidade”.

Lote 3 é o mais adiantado e está com 60% das obras concluídas

Com 115 quilômetros de extensão entre Rio de Contas e Riacho Jacaré e mais de 60% das obras concluídas, o lote 3 é o mais adiantado em relação ao cronograma. O trecho apresenta boa parte do trajeto em estágio de sublastro. Também estão executados viadutos, pontes, drenagem e os operários trabalham em ritmo acelerado na fábrica dos dormentes de concreto nos quais serão instalados os trilhos.

Já o Lote 4, na região de Caetité, compreende a maior distância do projeto, com 178 quilômetros. Quase 50% das obras estão prontas e as frentes de trabalho estão concentradas na abertura de vias, terraplanagem e construção de pontes, entre elas, a situada na localidade de Brejinho das Ametistas, que terá 45 metros de altura e está em fase de lançamento de vigas.

Novo cronograma

Outra ponte que tem obras adiantadas fica sobre a Barragem de Pedra, em Jequié, no lote 2, 40% concluído. No trecho, que já tem parte do trajeto com lastro de britas e dormentes lançados, os homens trabalham na fabricação das peças de concreto, escavação de túneis, construção de viadutos, drenagem entre outros serviços.

“Com a retomada dos lotes 1 e 5, naturalmente estamos fazendo um novo cronograma, um novo estudo de planejamento da obra para que, assim como nos lotes 2, 3 e 4, executemos o projeto em tempo recorde”, diz o gerente regional da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., estatal responsável pela Fiol, Fernando Lima.

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