Ônibus é incendiado em protesto após 4 serem baleados em Salvador

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Um ônibus foi incendiado durante um protesto na tarde desta terça-feira (1º), no Vale das Pedrinhas, em Salvador. Segundo informações da Polícia Militar, a ação ocorreu após quatro pessoas – três crianças e uma mulher – terem sido baleadas durante uma troca de tiros entre policiais e suspeitos no bairro do Nordeste de Amaralina. Ainda não se sabe de onde partiram os tiros que atingiram as vítimas.

De acordo com a polícia, populares relataram que houve tiroteio e correria na região. Durante o ato, outros dois coletivos do transporte público que passavam pelo local foram danificados.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que determinou que unidades da Polícia Militar, como o Batalhão de Choque, o Garra, a Operação Apolo, Operação Gêmeos e a Rondesp Atlântico reforcem a segurança na região. O Grupamento Aéreo da PM também realiza o patrulhamento na área.
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O multicentro de saúde, localizado na Avenida Vale das Pedrinhas, abriu normalmente pela manhã, mas fechou as portas à tarde por causa da manifestação, segundo um segurança que trabalha no local.

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Fábio Primo, informou que os ônibus deixaram de circular na região nesta tarde, após o ocorrido.

Segundo o sindicato, os coletivos que rodam pelo Vale das Pedrinhas estão fazendo o final de linha na Rua do Canal, no Lucaia, evitando entrar na região onde ocorreu o protesto. Por conta disso, o trânsito na Avenida Juracy Magalhães ficou lento durante a tarde. Os passageiros que moram no bairro desceram dos coletivos e seguiram a pé.

Também foi modificado o intinerário dos ônibus que passam pelo bairro da Santa Cruz, que passaram a fazer o final de linha no Parque da Cidade.

“O sindicato está preocupado com essa situação. Nos últimos três meses, já foram três ônibus queimados em Salvador. A gente sabe que esses atos são cometidos por minorias, mas isso traz pânico, insegurança, e esperamos uma resposta da polícia”, destacou Primo, em contato com o G1.

Um motorista que preferiu não se identificar disse ao G1 que um grupo de pessoas entrou no ônibus e pediu para que todos os passageiros se retirassem. “Pediram para que todos descessem e, depois, queimaram o ônibus”, afirmou. Uma unidade do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionada, mas o ônibus ficou totalmente destruído. Uma casa localizada onde o veículo foi incendiado também chegou a ser atingida pelas chamas, mas não houve feridos.

Outro condutor ouvido pela reportagem, que também preferiu o anonimato, destacou que parou o ônibus na entrada no Vale das Pedrinhas depois de ser alertado por um morador de que estaria ocorrendo toque de recolher no bairro. “Alguém passou e disse para eu encostar o carro. Aí, fiquei parado aqui”, destacou.

De acordo com informações da Corregedoria da PM, por volta das 12h30, cerca de 60 moradores do Nordeste de Amaralina realizaram uma manifestação na frente do órgão, no bairro da Pituba, para protestar contra a ação que deixou os quatro baleados. O ato foi encerrado por volta das 15h.

Troca de tiros
Conforme a PM, a troca de tiros envolveu policiais da 40ª Companahia Independente (CIPM/Nordeste de Amaralina) e cinco suspeitos armados. A ocorrência aconteceu por volta das 12h desta terça-feira.
Conforme a assessoria da PM, policiais militares do Serviço de Inteligência da unidade realizavam diligências no Nordeste de Amaralina, quando foram recebidos a tiros pelos suspeitos. Os agente revidaram, dando início à troca de tiros.

As três crianças e a mulher baleadas na ação foram encaminhadas para o Hospital Geral do Estado (HGE). As identidades das vítims não foram divulgadas. Duas crianças já receberam alta médica nesta tarde, segundo informações da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). A mulher passará por uma cirurgia. Já a outra criança também permanece na unidade médica, mas conforme a Sesab, está lúcida.

Os policiais militares são ouvidos na Corregedoria da PM. As armas utilizadas na ocorrência foram requisitadas e já foi aberto um Inquérito policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias dos fatos.

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