PF investiga esquema clandestino de venda de pedras preciosas na BA; ametista custa alto no exterior

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O contrabando de pedras preciosas entrou há anos no radar da Policia Federal da Bahia. Em 5 de dezembro de 2012, a PF de Juazeiro deflagrou a Operação Beryllos, destinada a combater o comércio clandestino de ametistas, citrinos e esmeraldas extraídas na região de Campo Formoso, cidade situada no Norte do estado.

Após quase dois anos de investigações, a PF descobriu uma quadrilha que atuava na extração de pedras, com participação de comerciante de Campo Formoso, compradores indianos e empresas de exportação do Rio de Janeiro, responsáveis pela remessa dos carregamentos aos países asiáticos.

De acordo com investigadores federais, a quadrilha usava documentos fiscais supostamente emitidos de forma irregular pela Secretaria da Fazenda em Senhor do Bonfim. Neles, eram declarados valores bem menores do que a soma real da transação.

Foi descoberto também a utilização de notas fiscais “frias” de empresas que não tinham qualquer relação com o negócio. A quadrilha também se valia de casas de câmbio no Brasil e no exterior para cometer crimes de evasão de divisas. Todas as pedras comercializadas tinham origem em garimpos ilegais.

Uma vez contrabandeadas, as pedras produzida na mina de Sento Sé são enviadas para a lapidação no exterior e comercializadas para joalherias espalhadas na Ásia, Europa e Estados Unidos. Lá, um colar de ouro com uma ametista de qualidade superior pode ultrapassar os U$$ 10 mil dólares facilmente. No Brasil, um brinco simples de grife supera os R$ 2 mil.

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