Polícia já identificou suspeitos e busca digitais em faca usada no assassinato da menina de 7 anos em escola

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Uma força tarefa foi montada para elucidar a morte de Beatriz Angélica Mota, de apenas 07 anos, morta brutalmente na noite de ontem (11) em uma escola particular no Centro de Petrolina. Polícias Civil, Federal e Militar seguem empenhadas nas investigações que começam a dar alguns frutos. Um homem já foi encaminhado a delegacia para interrogatório e outro já está sendo procurado, segundo as características repassadas pelo pai da criança, o professor de inglês, Sandro Romildo.

“Fizemos a identificação de uma pessoa com essas características e é uma linha que a gente começa a descartar e começamos a trabalhar com um segundo indivíduo que as pessoas nos passam características e ali sim agora estamos em busca dessa outra pessoa. Essa pessoa citada e algumas características poucas que o pai da vítima se recorda estão sendo analisadas de acordo com as imagens e com outras pessoas que estavam no local para ver se o mais rápido a gente consegue identificar essa pessoa”, explicou a delegada à frente do caso, Sara Machado.

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Dra. Sara também avalia que a menor pode não ter sido atraída pelo assassino, mas seguido espontaneamente ao local onde foi  morta. “A gente tem um local de crime muito próximo da cerimônia. Isso pode ter feito com que a criança em algum momento tenha se distraído e ido até na direção do bebedouro que ficava próximo ao acesso do local onde foi encontrada. O que eu falo é que a criança pode não ter sido atraída quando estava próxima aos pais, mas ela pode ter se distanciado. Porque no momento em que estavam todos distraídos com a cerimônia ou cerca de 20 metros no máximo ao acesso ao local que tinha uma quantidade pequena de pessoas, a criança pode ter se distanciado inclusive para utilizar o bebedouro”.

A Polícia Civil também está analisando as imagens de câmeras de segurança e filmagens do evento. O que se tem até agora são os relatos dos pais da menina e demais participantes do evento. “A gente ainda não tem uma motivação certa, ainda estamos com uma linha de investigação”.

Outra esperança da elucidação do crime consiste no fato da arma utilizada pelo homicida ter sido encontrada cravada na clavícula da criança. “A faca foi recolhida pelo instituto de criminalística e ainda estava junto ao corpo da vítima. Todos os procedimentos no sentido de coleta de impressão digital e de demais materiais genéticos no local do crime já estão sendo providenciados”.

Questionada sobre prazo para conclusão das investigações Sara Machado é cautelosa. “A gente não trabalha com previsão na elucidação de homicídio porque a nossa intenção não é trazer um culpado, é trazer quem realmente cometeu o crime. Então toda a precipitação, agir no calor da emoção pode vir a comprometer inocentes e é exatamente isso que a Polícia Civil visa afastar. (…) Já foram feitas  ouvidas, reconhecimentos, condução de suspeitos, mas até o momento não temos conclusão quanto a autorias”.

Pelas características do corpo de Beatriz, que foi encontrada com várias perfurações pelo corpo e membros retaliados, a delegada mantém a linha de crime por vingança. “Com certeza, nada é descartado por a gente até o momento. Até porque pelas condições da vitima a gente sabe que não teve violência sexual, não há indicativo de pelo menos uma tentativa de violência sexual então se sabe que havia intenção específica de matar. Então nenhuma motivação nessa motivação de matar pode ser descartada. O laudo do IML define a como morte provocada foi por hemorragia em decorrência de lesões causadas por arma branca.

Além da faca usada no crime, materiais genéticos também foram encaminhados para análise. “O IC fez um levantamento do local vendo possíveis estruturas físicas que possam ter algum tipo de impressão digital e também material genético que pode ter sido dispensado no local como resto de pele, cabelo, então isso tudo está sendo levantado pelo instituto de criminalística. Pelas informações preliminares da perícia a morte ocorreu no local”.

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