PRF registra mais de 4 mil acidentes de trânsito por sono

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Sono e cansaço representam 60% dos acidentes de trânsito do país, segundo a Associação Brasileira de Medicina e Tráfego (ABRAMET). Dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que, em 2015, ocorreram 4.056 acidentes de trânsito nas estradas brasileiras cuja causa presumível foi dormir ao volante. Destes, 328 foram fatais e 835 resultaram em feridos graves. Já no âmbito mundial, cerca de 1,25 milhão de pessoas morreram em acidentes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A privação de sono e alguns distúrbios, como ronco e apneia, provocam sintomas como sonolência diurna excessiva, falta de atenção, dificuldade de concentração e alterações de humor. É preciso dormir com qualidade para preservar as funções cognitivas, motoras e perceptivas”, esclarece Kenya Felicíssimo, pioneira na área de Odontologia do Sono na Bahia.
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De acordo com a Fundação Nacional do Sono, a insônia aumenta em 250% o risco de acidentes de trânsito; em caso de apneia, esse risco é elevado para 700%. “O motorista precisa ficar atento aos sinais que o corpo dá, como bocejar de forma contínua, sentir os olhos ou a cabeça pesados, não se lembrar por onde acabou de passar”, explica.

Nessas situações, a especialista esclarece que o recomendado é parar em algum lugar, andar um pouco, lavar o rosto, ingerir água e café. “Se o sono persistir, é fundamental que o motorista procure um local seguro para descansar. O ideal é que ele evite dirigir por um período muito longo, não ingira comidas pesadas e não faça uso de substâncias estimulantes que mascaram o sono”, indica Kenya Felicíssimo.

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