Primeiro dia após fim da greve dos bancos é marcado por longas filas

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O primeiro dia de funcionamento dos bancos após a greve de 31 dias da categoria foi marcado por agências cheias e grande procura pelos serviços nesta sexta-feira (7). Na Bahia, somente a Caixa Econômica não retornou às atividades hoje.

Nas agências bancárias de maior movimento, grandes filas se formaram do lado de fora. Nos bancos do Brasil e Bradesco, as filas se formaram antes da abertura das agências.

Em Assembleia realizada na noite desta quinta-feira (6), no Ginásio de Esportes do Sindicato da Bahia, os bancários decidiram por fim a grave da categoria que durou um mês. A estimativa do Sindicato dos Bancários é que cerca de 2 mil pessoas tenham participado da votação, que só terminou por volta das 22h.

Segundo presidente do Sindicato dos Bancários na Bahia, Augusto Vasconcelos, ainda que durante as negociações a proposta inicial tenha sido melhorada, o aumento foi insuficiente.

“Não havíamos possibilidade de avançar mais nas negociações e por isso a categoria decidiu por fim a greve. Foi uma paralisação difícil onde enfrentamos muitos entraves e ameaças. A Caixa é o único banco que mantêm a greve, porque os bancários acreditam que é possível avançar mais em pautas específicas”, afirmou ao CORREIO.

No acordo fechado junto Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) está previsto um reajuste salarial de 8% em 2016 e abono de R$ 3,5 mil. A proposta também inclui aumento de 10% no vale refeição e no auxílio-creche-babá e de 15% no vale alimentação.

Os bancos também se comprometeram a garantir aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas. Os bancários pediam a reposição da inflação do período, mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial – no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.

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