Saiba quem são os réus do caso Eliza Samudio; 5 vão a júri popular em MG

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Cinco réus enfrentam júri popular a partir de segunda-feira (19) no caso de sequestro, cárcere privado e assassinato de Eliza Samudio, de 25 anos. Bruno Fernandes de Souza, ex-goleiro do Flamengo, é acusado de mandar matar a ex-namorada para não pagar pensão alimentícia ao filho. O julgamento ocorre no Fórum de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ao todo, nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por participação no crime. Eles negam envolvimento. Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro que ajudou a polícia durante as investigações, foi encontrado morto em 22 de agosto deste ano. Outro primo, um menor de idade, foi condenado a medida socioeducativa por atos infracionais análogos a homicídio e a sequestro e já está em liberdade.

Veja abaixo quem são os réus e a situação de todos os acusados:

Júri popular a partir de 19/11

Bruno Fernandes de Souza
Denúncia: O ex-goleiro do Flamengo é acusado de mandar matar a ex-namorada Eliza Samudio para não pagar a pensão alimentícia do filho. Está preso.

Acusação: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver


Marcos Aparecido dos Santos, o Bola
DenúnciaEx-PM apontado como o executor do crime integraria uma organização de extermínio na equipe de elite da Polícia Civil mineira. Teria asfixiado Eliza em sua casa, na cidade de Vespasiano (MG), esquartejado o corpo e jogado para cães da raça rottweiler. Está preso.

Acusação: Homicídio duplamente qualificado (meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver


Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão
Denúncia
Amigo de Bruno que teria sequestrado Eliza no Rio, com a ajuda de um menor, e a mantido em cárcere privado. Depois, os dois a levaram até Bola. Tem uma tatuagem: “Bruno e Maka. A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro”. Está preso.

Acusação: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver


Dayanne Rodrigues
Denúncia
Mulher de Bruno à época do crime, é acusada de auxiliar no cárcere privado de Bruninho. Ela cuidou do bebê quando Eliza esteve no sítio e, depois, deixou o filho da vítima com conhecidos em Ribeirão das Neves. Responde ao processo em liberdade.

Acusação: sequestro e cárcere privado de Bruninho


Fernanda Gomes de Castro
Denúncia: Era namorada de Bruno na época, acusada de auxiliar o goleiro a manter Eliza em cárcere privado em um apartamento no Rio de Janeiro e de tê-lo acompanhado na ida para Minas Gerais. Responde ao processo em liberdade.

Acusação: sequestro e cárcere privado de Eliza e Bruninho

Vão a júri em outra data

Elenílson Vitor da Silva
Denúncia
: Trabalhava como caseiro no sítio em Esmeraldas e era secretário do goleiro. É acusado de participar do cárcere e de tentar esconder o filho de Eliza. Responde ao processo em liberdade.

Acusação: sequestro e cárcere privado do filho de Eliza


Wemerson Marques de Souza, o Coxinha
Denúncia
Amigo de Bruno conhecido como Coxinha, é acusado de ajudar a esconder o filho de Eliza, além de participar do cárcere privado no sítio. Responde ao processo em liberdade.

Acusação: sequestro e cárcere privado do filho de Eliza

Primo morto

Sérgio Rosa Sales, o Camelo
Denúncia
O primo de Bruno ajudou a polícia nas investigações do caso, apontou onde Eliza teria sido mantida em cárcere privado no sítio do goleiro e para onde teria sido levada para ser assassinada.

Em 22 de agosto de 2012, foi encontrado morto com seis tiros, em Belo Horizonte. Para a polícia, a morte não tem relação com o caso Bruno. Segundo as investigações, o crime tem motivação passional.

Acusação arquivada: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); sequestro e cárcere privado qualificado; ocultação de cadáver

Acusação arquivada

Flávio Caetano de Araújo
Denúncia
Motorista de Bruno, chegou a ser indiciado e apontado na denúncia como acusado de ajudar a esconder o filho de Eliza e vigiá-la no sítio de Bruno. Depois, o Ministério Público pediu que ele não fosse pronunciado (levado a júri).

Acusação arquivada: Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); sequestro e cárcere privado qualificado; ocultação de cadáver e corrupção de menor majorada

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