Salvador vive explosão de casos de roubo com morte e violência

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De janeiro a agosto deste ano, 45 pessoas foram vítimas de roubo seguido de morte em Salvador, de acordo com levantamento feito pela Folha. Enquanto o governo baiano comemora uma redução no número de assassinatos nos últimos três anos, a maioria ligada ao tráfico, dados da Secretaria de Segurança da Bahia (SSP-BA) mostram um avanço nos casos de pessoas feridas ou mortas devido à ação de assaltantes.

Segundo o jornal, em 2011, foram assassinadas 18 pessoas após assaltos, ante 50 em 2014. Este ano, somente até agosto, já são 45. Os chamados roubos qualificados, em que as vítimas são feridas, também cresceram: foram 1.704 casos em 2012 ante 4.845 no ano passado. Este ano, até agosto, há registros de 3.439 vítimas.

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Ainda de acordo com o jornal, a situação também preocupa o setor de turismo, um dos principais motores econômicos da capital baiana. Em abril deste ano, um espanhol foi morto depois de ser assaltado na saída de um restaurante no bairro de Itapuã. Ao mesmo tempo em que se tornam mais violentos, os roubos têm sido mais recorrentes em Salvador. Entre 2011 e 2014, saltaram de 30.074 para 38.745, um avanço de 30%. No período, caiu o número de assaltos a residências, estabelecimentos comerciais e “saidinhas” de banco. Mas cresceram os roubos a ônibus, veículos e pedestres.

Para o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, o crescimento dos roubos é um fenômeno nacional, e o aumento da violência dos bandidos está relacionado ao consumo de drogas, como o crack. “São pessoas que se drogam para assaltar e assaltam para se drogar”, disse Barbosa ao jornal. Ele aponta também que os telefones celulares são o principal alvo dos bandidos por serem facilmente revendidos. Para conter esse cenário, Barbosa afirma que tem reforçado as investigações para identificar receptadores de produtos roubados.

Ainda de acordo com o secretário, mudanças recentes no sistema legal como um incentivo à reincidência de criminosos. A principal delas, segundo ele, foi a substituição de prisões preventivas por fiança ou por penas como restrição para frequentar certos locais –que visam reduzir o número de presos em delegacias. “Já chegamos a prender pessoas que faziam dez assaltos a ônibus por dia. É um bandido que sabe que é pequena a hipótese de ele permanecer preso por roubo.”

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