Sete prefeituras baianas são acusadas de contratar irregularmente entidade de Juazeiro

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Os municípios baianos de Cachoeira, Mundo Novo, Ipirá, Barra do Choça, Laje, Cândido Sales e Valença são apontados pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Controladoria Geral da União (CGU) e investigados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por manterem, entre 2007 e 2011, contratos irregulares com o Instituto de Desenvolvimento na Promoção de Emprego (Idepe). Reportagem do jornal A Tarde mostrou que as sete prefeituras baianas repassaram R$ 33 milhões para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Idepe. Fundada em 2006 e com sede em Juazeiro, a instituição presta serviço de fornecimento de mão-de-obra terceirizada para as administrações municipais, mas a sua área de atuação não seria específica. Registrada como organização social junto ao Ministério da Justiça, a entidade intermedeia contratos que vão desde o fornecimento de trabalhadores de segurança patrimonial, limpeza e marcenaria até profissionais da saúde como médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas. Todos os sete contratos foram posteriormente questionados pelos órgãos de controle e as acusações contra a instituição vão desde superfaturamento até contratos cuja prestação dos serviços não foi comprovada. O maior contrato, da ordem de R$ 12,4 milhões, foi firmado com a prefeitura de Barra do Choça, no sudoeste baiano, distante 800 km da sede da empresa. O acerto teve como objetivo a contratação temporária de trabalhadores. Segundo o diário baiano, mesmo com contratos milionários, o Idepe funciona de maneira precária em uma pequena sala de um centro comercial no Centro de Juazeiro.

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