Sheherazade deve ser contratada pela Band após censura do SBT

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A apresentadora Rachel Sheherazade está de malas prontas para a Band. De acordo com o colunista Daniel Castro, avançaram muito nos últimos dias as negociações entre a Band e a âncora do “SBT Brasil”. A contratação poderá ser anunciada na semana que vem e ela já é dada com um pé na Band.

Castro informa que Sheherazade deverá ganhar R$ 350 mil por mês, R$ 100 mil a mais do que no SBT. O contrato será de quatro anos. Ela deverá ser o terceiro membro da bancada do “Jornal da Band”, ao lado de Ricardo Boechat e da baiana Ticiana Villas Boas. A jornalista paraibana tem contrato com a emissora de Silvio Santos até março de 2015.

Ainda segundo o colunista, o interesse da Band em Rachel Sheherazade cresceu depois que o SBT anunciou, no início de abril, que seus apresentadores não vão mais emitir comentários pessoais em seus telejornais. Sheherazade, intimamente, não teria gostado nem um pouco da medida.

Rachel-Sheherazade

Entenda o caso
A jornalista Rachel Sheherazade, do SBT, causou polêmica no início de fevereiro ao defender o comportamento de um grupo de pessoas que resolveu fazer Justiça com as próprias mãos contra um adolescente de 16 anos acusado de cometer furtos no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ). O comentário dividiu opiniões e está gerando debates nas redes sociais.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética da entidade se manifestaram “radicalmente contra a grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros representada pelas declarações” da jornalista. Eles solicitam à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que “investigue e identifique as responsabilidades neste e em outros casos de violação dos direitos” e destacam que “é preciso lembrar que os canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis e da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

O Governo Federal estuda suspender a verba publicitária que repassa ao SBT. O caso é examinado pela equipe do ministro Thomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a pedido da líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ). A parlamentar afirma que a emissora praticou apologia e incitação ao crime, à tortura e ao linchamento ao exibir comentários de Sheherazade. Em caso de condenação, Jandira solicita que o SBT perca até o direito à concessão pública.

Em 2012, o SBT recebeu R$ 153,5 milhões em publicidade de verba publicitária do governo federal. Ficou atrás apenas da Globo (R$ 495 milhões) e da Record (R$ 174 milhões).

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