Terceira guerra mundial está pairando no ar

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Por isso esse cheiro da guerra, que você (repórter) descreveu como Terceira Guerra Mundial, está pairando no ar. Na principal emissora pública do país, o apresentador do programa estrela do domingo à noite anunciou que as baterias antiaéreas russas na Síria vão “derrubar” aviões americanos. Inclusive, as televisões da Rússia já mostraram reportagens sobre a preparação de abrigos antinucleares em Moscou.

O canal digital Fontanka, em São Petersburg, diz que o governo russo está se preparando para racionar o pão “por causa de uma futura guerra”. Nas rádios, se discutem os exercícios que os russos estarão fazendo, com o objetivo de praticar evacuações e simulações de incêndio. Em um deles, vê-se, por exemplo, um urso – símbolo da Rússia – distribuir coletes à prova de balas a pombas das paz. Uma ruptura com consequências.

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De acordo com as Nações Unidas, os bombardeamentos da aviação da Rússia e das forças de Damasco transformaram a cidade de Alepo num “inferno na Terra” assim como provocaram críticas por parte dos países ocidentais, nomeadamente da França. Isso demonstra que essa força não é para os sírios, mas sim para os americanos.

Confrontação Em Moscou, onde os jornalistas russos e ocidentais dormem e acordam com os comunicados do Ministério da Defesa, os veículos de comunicação plasmam e amplificam o clima de confrontação. “Lembro aos estrategistas americanos que os mísseis antiaéreos S-300 e S-400 que garantem a cobertura aérea das bases russas de Hmeimim e de Tartus têm um raio de ação que pode surpreender qualquer aeronave não identificada”, advertiu o general Konachenkov, em 6 de outubro, em uma ameaça velada aos Estados Unidos.

A visão de Gorbachev, a de que se está a ressuscitar os receios dos tempos da guerra Fria ( final da II Guerra Mundial e o inicio da década de 90), junta-se à de outros que olham agora para este fim de semana com uma esperança renovada já que a Rússia e os Estados Unidos vão retomar o diálogo sobre a Síria. Bovt avalia os cenários possíveis, levando-se em conta as dificuldades econômicas da Rússia.

Em recente entrevista à Ria Novosti, o último presidente soviético, Mikhail Gorbachov, alertou que o mundo flerta “perigosamente com a zona vermelha”.

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