Tratamento poderá reduzir a zero transmissão de HIV de gestante para filho

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Dados divulgados pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (acesse aqui) mostram uma redução, em números absolutos, das notificações de menores de cinco anos com HIV em Salvador. Enquanto em 2005 foram notificados 20 casos, neste ano há registro apenas de dois. Mães que são HIV positivo – que não necessariamente desenvolvem Aids – podem transmitir o vírus para seus filhos durante ou depois da gestação.

De acordo com a ginecologista Cláudia Lordelo, a transmissão pode acontecer através da placenta, durante o parto ou com a amamentação. “Para evitar [a contaminação], a mãe deve ser diagnosticada ainda na gestação, por isso o pré-natal é tão importante. A partir do resultado do teste de HIV, é possível fazer a profilaxia com antirretrovirais durante a gestação e durante o parto.

hiv em gestantes

O bebê também deve usar o antirretroviral durante seis semanas”, explicou a médica. Além dos medicamentos, é necessário que o parto seja obrigatoriamente cesáreo, evitando contato do bebê com o sangue contaminado. Para Cláudia, a redução de casos está diretamente ligada ao maior acesso ao teste de gravidez, que deve ser feito durante o pré-natal, mas também pode acontecer logo antes do parto. “Usando o antirretroviral no parto, já reduz em 70% [a chance de contaminação], mesmo que a mãe não tenha utilizado durante a gravidez.

Só o fato de oferecer ao bebê depois do parto já dá para prevenir”. Com os atuais tratamentos, segundo a especialista, é possível reduzir a zero a chance de o bebê contrair HIV. Outra precaução necessária é com relação à amamentação, que não pode acontecer. Para garantir esse cuidado, o Estado fornece a fórmula que alimentará a criança no início da vida. “A mãe já sai orientada com o lugar que ela deve ir para receber a fórmula, e o bebê também é acompanhado para realização de testes”, concluiu.

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