Espanha e Holanda repetem final do Mundial de 2010

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O dia 11 de julho de 2010 já nasceu histórico: na primeira Copa em continente africano, um novo país colocaria seu nome entre os campeões mundiais. E antes mesmo  da bola rolar, as quase 90 mil pessoas no Soccer City, em Joanesburgo, se viram diante da história quando Nelson Mandela, líder da luta contra o racismo na África do Sul, passeou pelo gramado em carrinho de golfe, acenando para a multidão, no que seria sua última aparição pública em evento aberto.

A presença de Mandela, que morreu no fim do ano passado, aos 95 anos, eletrizou a plateia naquele Espanha x Holanda, que hoje fazem história de novo em Salvador: pela primeira vez, os finalistas de uma Copa se enfrentam na primeira rodada do Mundial seguinte. Em 2010, espanhóis e holandeses jogavam pela glória de entrar na lista de campeões.

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Desde 1978, quando a Argentina venceu a Laranja Mecânica e ganhou seu primeiro título, não havia final sem a presença de, pelo menos, um campeão mundial: das sete copas entre 1982 e 2006, seis foram decididas por duas seleções que haviam ganho a taça.

Essa carga pesou e o primeiro tempo foi nervoso, com muitas faltas, cinco cartões. E poucas chances. A primeira grande oportunidade de gol foi holandesa: 18 minutos do segundo tempo, Sneijder, carrasco do Brasil e o craque laranja da Copa, lançou Robben em profundidade. O atacante ganhou na corrida, chegou antes na área e chutou: Casillas salvou.

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Daquele momento em diante, a Espanha tomou conta do jogo: o toque de bola, tiki-taka, comandado por Xavi e Iniesta, envolvia os holandeses, que foram sendo encurralados. O gol – de Iniesta – só veio no segundo tempo da prorrogação, quando a Holanda já estava com um a menos e torcia pelos pênaltis.

Hoje, em Salvador, a Espanha deve repetir pelo menos sete titulares de 2010 – 16 campeões mundiais vieram ao Brasil para tentar o bi. A Holanda, praticamente escalada, só terá quatro da final africana: o volante De Jong, Sneijder, o agora capitão Van Persie e Robben, que ainda não esqueceu a chance perdida de mudar a história há quatro anos.

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