No país da Copa: Um dia após alagamento, aeroporto de Brasília ainda tem goteiras

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No dia seguinte ao alagamento de parte da área de desembarque do Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, goteiras continuavam a pingar atrás dos guichês de check-in da companhia aérea Avianca.

Duas grandes lonas pretas foram amarradas a uma estrutra metálica no teto e apoiadas com um pedaço de madeira ao chão. Elas serviam para conter as gotas que caem sobre as esteiras de bagagens e para evitar  que a água atinja funcionários e equipamentos.

A Inframerica, consórcio que administra o terminal, informou que uma equipe de manutenção estava trabalhando durante a tarde desta quarta-feira (4) para solucionar o problema.
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O alagamento desta terça-feira (3) ocorreu depois que um bueiro não suportou a vazão de água após chuvas na região do terminal. Na tarde desta quarta voltou a chover no local. O IN apurou que  lona não impediu que uma goteira pingasse ao lado da cadeira de um dos atendentes da companhia. Os trabalhadores dizem que durante a chuva desta terça tiveram que interditar o espaço em frente ao balcão e colocar placas de “piso molhado”.

“Começou a jorrar água. Algumas posições interditaram. Os passageiros ficaram horrorizados”, disse uma funcionária que não quis se identificar.

“Aqui ficou uma piscina. Em uma sala de uma empresa terceirizada na área interna ficou uma cachoeira de água”, disse outra atendente.
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Morador do RJ, o passageiro Rafael Marcone disse que não soube do alagamento e das goteiras antes de chegar ao terminal, mas acredita que o tempo de execução das obras não foi suficiente. “Se fosse um negócio bem feito, não aconteceria”, disse.

Outro passageiro do mesmo voo, que também preferiu não se identificar, disse que faz parte da realidade do país. “É Brasil, é isso que acontece. É o que todo mundo fala, não adianta ficar repetindo”, disse.

Problemas no check-in
Funcionários do aeroporto sentiram na manhã desta quarta-feira (4) os impactos do alagamento ocorrido no terminal na última tarde, após forte chuva. A lotérica do subsolo foi danificada, e quatro dos dez computadores usados no check-in da companhia aérea Avianca não estavam ligados.

De acordo com a Inframerica, administradora do terminal, o transtorno foi provocado por um problema em um bueiro, que não suportou a vazão da água. Técnicos e engenheiros trabalharam na noite de terça para solucionar os problemas.

A Avianca disse que desinstalou os terminais durante o temporal para evitar estragos e que os reinstalou ainda na terça. Coordenador da Avianca, Rafael Lima disse que a previsão era de que pelo menos 500 passageiros embarcassem em 13 voos domésticos até as 12h.

Reforma e ampliação
As obras do Aeroporto JK tiveram início em dezembro de 2012 e duraram 17 meses. Quem anda pelo terminal ainda encontra trechos em obras. Em uma das áreas onde há goteiras, a água desce direto da luminária, pois o teto não foi concluído. A área do aeroporto aumentou 45%, passando de 60 mil m² para 110 mil m². A Inframerica informou que continua realizando reformas no local.

O aeroporto ganhou uma nova sala de embarque depois da ampliação. O local tem 20 mil m² e conta com oito pontos de acesso às aeronaves. Ao todo, o terminal passará de 13 pontes de embarque para 29. A capacidade total do aeroporto poderá chegar a 25 milhões de passageiros por ano.

Além da nova sala de embarque, também foram entregues 95 novos balcões de check-in compartilhado, novas esteiras de bagagem, sanitários, vagas cobertas no estacionamento, novo espaço delimitado para taxistas, 41 posições remotas para aeronaves e a duplicação do viaduto de aeronaves.

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