ABRONKA decreta luto após morte de Kelly Cyclone

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No último registro de Kelly Cyclone antes de ser morta a tiros em Lauro de Freitas, a jovem de 22 anos aparece no ombro de um homem durante o show da banda ‘A Bronkka’ em um evento no Parque de Exposições na tarde deste domingo (17).

‘Kelly Cyclone você está em todas”, disse Igor Kanário, vocalista da banda de pagode, ao ver uma de suas fãs mais populares entre milhares de pessoas no Salvador Fest. Algumas horas depois, Kelly Sales Silva, conhecida também como a Dama do Pó ou Kelly Doçura, seria encontrada em via pública por moradores da região.

Kelly Cyclone antes de ser assassinada no show da banda A Bronkka no Salvador Fest

Procurada pelo Correio24Horas, a banda A Bronkka se manifestou através de sua empresária Lucy Bomfim, que declarou estar de luto pela morte de uma das maiores fãs da banda. “Toda família A Bronkka está de luto, ela seguia a banda em todos os shows”, revelou a empresária.

Lucy também declarou que a música ‘Cyclone’, um dos sucessos do grupo, não foi feita em homenagem a Kelly. “A música é para mostrar a realidade da periferia que sofre preconceito, não tem nada a ver com Kelly”, garantiu.

Twitter
“Em nome da Família A Bronkka”, a empresária também desabafou pelo Twitter: “A familia #ABronkka está de luto! Independente de quaisquer padrões, respeitamos muito todos nossos fãs”, disse ela. O assunto também repercutiu entre outros usuários da rede e o assunto ‘Kelly Ciclone’ entrou na lista dos assuntos mais comentados no microblog no Brasil.

@LucyBomfim é empresária da banda A Bronkka, 'Kelly Ciclone' nos TTs do Brasil

‘Vida Loka’ no crime
Kelly Sales Silva ficou conhecida após ser presa em fevereiro de 2010 na festa do pó, na Boca do Rio. Com inúmeras tatuagens – coelho da Playboy, de Chucky, o brinquedo assassino, um dragão que cobria toda a perna e um ‘Vida Loka’ no cóccix – não se intimidava em postar fotos segurando armas em seu perfil na rede social orkut.

A “lokura” começou com o desfecho trágico de seu primeiro namoro, com Anderson, 17, de quem estava grávida. Depois do fim do namoro, Anderson se suicidou tomando veneno de rato. “Kelly estava com 16 anos e seis meses de gravidez e só falava que ia se matar. Encontramos chumbinho na gaveta dela” , lembrou a irmã Carla Sales, 24.

Kelly começou a ter visões, inclusive jogando o filho pela janela. O garoto tem 5 anos. Nessa época, ela deixou de ser Kelly Sales Silva para se transformar em Kelly Doçura. “Eu namorava com Bombado Doçura, percussionista do Saiddy Bamba, que agora tá no Báck, por isso o apelido”, lembrou à época de sua prisão em 2010. Foi após namorar com o músico que ela ganhou o apelido de Kelly Doçura. Bombado não revelou se Kelly é a chapeuzinho vermelho que inspirou a música Lobo Mau.

Do batuque do pagode, Kelly foi para os pipocos do “berro”. Aos 17 anos ela conheceu e se apaixonou pelo traficante Sidnei Ferreira, que atuava no Garcia, onde os dois moravam. O amor que sentiu por Sidnei foi gravado em seu corpo, em uma tatuagem com o nome do traficante no punho direito. “Sidnei foi o amor da minha vida. Não comando tráfico. Nunca me meti nas coisas dele”, contou Kelly em 2010. Ele foi morto por um policial à paisana há três anos em um assalto a ônibus na Garibaldi.

O corpo de Kelly foi enterrado às 16 horas desta segunda-feira (18), no Cemitério de Portão.

* A redção é do CORREIO

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