Após pânico no Conde, quadrilha atira em posto policial ao liberar reféns

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Os funcionários e clientes feitos reféns após invasão da cidade de Conde seguida de roubo a uma agência do Banco do Brasil foram libertados na tarde desta terça-feira (2). No crime, que ocorreu por volta das 11h, os criminosos atiraram contra as unidades da Polícia Civil e Polícia Militar, além de lojas e outros estabelecimento da cidade, o que durou mais de 20 minutos, de acordo com a polícia e testemunhas. Na fuga, as pessoas feitas reféns foram colocadas para fora da janela da caminhonete e uma delas foi amarrada no “capô” do veículo.

De acordo com a PM, parte dos reféns foi libertada nas proximidades do Posto Rodoviário da BA-099, com sentido a Sergipe, onde a unidade também foi alvo de disparos dos bandidos. A outra parte, informou a PM, foi libertada na estrada de Jandaíra. As vítimas foram levadas à delegacia do Conde. Não houve feridos.


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Segundo a Polícia Civil, pelo menos 20 pessoas integram a quadrilha, armadas com fuzis e metralhadoras, o que gerou pânico entre moradores e a polícia. Ao seguir para o banco, os clientes foram feitos de escudo humano e os funcionários rendidos. A PM informou que quatro caixas eletrônicos e um cofre foram roubados do Banco do Brasil.
Com base em informações da PM, pelo menos 12 pessoas foram feitas reféns, entre funcionários e clientes. A Polícia Civil ainda não se posicionou sobre a situação. Equipes da 51ª Companhia Independente da PM (CIPM), da CIPE, do Grupamento Aéreo (GRAER) e do BOPE ajudaram nas buscas.
O delegado André Silva contou que estava acompanhado apenas de um escrivão quando desconfiou do crime ao ouvir um barulho parecido com tiro. Nesse momento, olhou para rua, viu dezenas de homens armados e correu em sentido contrário, junto ao colega investigador.

“Eu estava na minha sala, achei estranho, um barulho seco, não parecia fogos de São João. Na hora do segundo tiro, avistei um monte de gente armada. Nós conseguimos correr para o lado contrário. Foi muito tiro na cidade. Eles chegaram nos procurando. Podiam nos matar”, afirmou o delegado ao G1 minutos depois do crime.
Segundo o delegado, a equipe da PM da cidade também não podia entrar em confronto com os bandidos. “Eles atiraram no posto da PM, na viatura. Não tinha como entrar em confronto”, diz. “e contra a delegacia do município. Com o intuito de preservar a integridade física dos reféns, que foram utilizados durante toda a ação, a polícia evitou reagir”, informou a PM, em nota à imprensa.

Um professor da cidade, que preferiu não se identificar, relatou que estava perto de entrar ao banco quando percebeu a ação criminosa. “Quando eu ouvi o primeiro tiro, corri para um supermercado e fiquei lá com as portas fechadas. Os tiros eram todos dos bandidos. Demorou mais ou menos 25 minutos”, disse a testemunha.
O Banco do Brasil informou que o caso é investigado pela polícia. “O BB não divulga mais informações para não prejudicar o andamento das investigações”, informou.

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