Cerca de 5 homens participaram da morte de dançarino, diz polícia

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A polícia suspeita que cerca de cinco homens participaram da morte do dançarino da banda Ghetto é Ghetto, Marcos Venício, mais conhecido como “Nego Pom”. O crime aconteceu na localidade de Nova Constituinte, subúrbio de Salvador, no dia 21 de junho. As informações foram divulgadas pelo delegado Jamal Amad, responsável pela investigação do caso, em coletiva realizada nesta terça-feira (5), no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro da Pituba, na capital baiana.

Um dos suspeitos de participar da ação foi preso na segunda-feira (4), em Paripe, e apresentado à imprensa nesta terça-feira. Luan Marcos Sampaio dos Santos, 18 anos, conhecido como “Marreta”, foi preso em flagrante enquanto praticava um assalto com um comparsa na Estrada do Derba.

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Luan Marcos negou a autoria do crime e disse que estava dormindo no momento em que a vítima foi atingida pelos disparos. Ele contou que foi acordado pela esposa, que ouviu o barulho do tiro, e levantou para ver o que havia acontecido, mas não saiu de casa.

Conforme o delegado Jamal, Luan também é investigado pelo homicídio de uma mulher, no início do ano, na mesma região em que o dançarino foi atacado. A polícia segue investigando os dois casos.

Segundo o delegado Jamal Amad, todos os envolvidos na morte do dançarino têm relação com o tráfico de drogas na região do bairro de Periperi. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas.

A polícia acredita que o dançarino tenha sido confundido com um possível inimigo e por isso foi atacado pelos homens.

“Nego Pom teria ingressado no local desconhecido dele, que seria um comércio de drogas, conhecido popularmente como ponto de boca. Eles [os suspeitos] teriam acreditado que ele seria alguma pessoa envolvida com o tráfico e teria ido atrás de um comparsa para tomar a boca”, disse o delegado.

O delegado Jamal esclareceu que “não houve latrocínio e sim um homicídio”. Ele disse que Marcos Venício foi morto antes de levarem a motocicleta dele e outros pertences, como celular e carteira.

Caso
Marcos foi atingido por cinco tiros durante um atentado na localidade de Nova Constituinte, no bairro de Periperi, no dia 21 de maio. Ele morreu no dia seguinte, no Hospital do Subúrbio, em Salvador.

Inicialmente, o delegado Nilton Borba, titular da 5ª Delegacia Territoral (DT/Periperi), contou que a suspeita era de que o dançarino tinha sido vítima de latrocínio, pois a moto dele e outros pertences, como celular e carteira foram levados.

O G1 teve acesso ao Boletim de Ocorrência do crime, por meio do posto policial do Hospital do Subúrbio, onde a vítima estava internada. O documento traz informações da mulher da vítima, que detalhou à polícia que o marido a deixou no trabalho e seguiu para o bairro de Periperi para acertar um show.  À tarde, ela disse que recebeu a informação do crime. A polícia aponta que, além de ter sido baleado, o dançarino foi espancado e agredido com pedras.

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