Dona de loja virtual é presa por estelionato

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Quem acessou nos últimos meses o site de compras bainao “Q Lojão” e viu a frase “O maior site de produtos do mercado” não imaginaria que poderia cair numa cilada. Uma mulher de 27 anos foi presa em flagrante em Salvador sob suspeita de vender produtos eletroeletrônicos através do site “Q Lojão” e não entregar as mercadorias aos consumidores. De acordo com a polícia, pelo menos duas mil pessoas estão cadastradas nos documentos da empresa e podem ter sido lesadas. Ela é webdesigner e tem uma empresa de criar sites. Pensou então que poderia criá-los e fazer vendas. Ela confessou o crime”, afirma
Segundo informou ao G1/Bahia, Charles Antônio Leão, titular da Delegacia de Repressão ao Estelionato e Outras Fraudes (Dreof), se não todas as pessoas, uma parte é vítima.  A mulher está desde terça-feira (1°) detida na  Derca, unidade que é especializada na repressão a crimes contra crianças e adolescentes, mas possui carceragem feminina e abriga suspeitas relacionadas a outros tipos de crime.
Indícios levantados pela polícia apontam que a atuação, enquadrada no crime de estelionato, ocorre desde o mês de maio. Ela teria aberto e fechado duas outras lojas virtuais: a ‘Ganhe na Net’ e a ‘Une Br’. A denúncia chegou até a polícia depois que um grupo de vítimas se reuniu na sede da empresa “Q Lojão”, na Avenida Dorival Caimmy, no bairro de Itapuã, para reivindicar a entrega dos produtos.
Conforme o G1, uma delas ligou para o 190 e acionou a Polícia Militar. “Quando os policiais chegaram ao local, encontrou a suspeita no computador e as vítimas nervosas, exigindo as mercadorias. Tem um volume enorme de pedidos, que estava guardado em duas caixas, tipo arquivos, com os boletos. Ela vendia para o Brasil todo”, relata o investigador Romoaldo Souza, coordenador do Serviço de Inteligência da Dreof em Salvador que encontrou uma lista de clientes.
Além da capital baiana, ele conta que há registro de pessoas lesadas no interior do estado, em Brasília e em Porto Alegre.
Na sede da loja, a Polícia Civil apreendeu documentos que comprovam o crime. Um computador apreendido na casa de uma das funcionárias também servirá às investigações. Segundo Romoaldo Souza, algumas vítimas revoltadas com a situação saquearam computadores da empresa, o que atrapalhou a coleta de arquivos. Cinco vítimas baianas foram ouvidas ainda na segunda-feira e outras três não puderam devido a ausência de documentos.
Segundo o delegado Charles Leão, a investigação pretende constatar se há mais pessoas envolvidas no crime, além de verificar quais são os provedores que abrigam o site, pedir o bloqueio e o sigilo fiscal das contas utilizadas pela empresa e pela suspeita e saber se a empresa está autorizada a atuar neste tipo de comércio. A procedência das mercadorias também será averiguada.

O site Reclame Aqui, que reúne denúncias de consumidores contra empresas, registra 11 reclamações em relação a “Q Lojão”, inseridas entre junho e setembro deste ano. Um dos registros, datado de 5 de julho deste ano, é de uma mulher que diz ter feito uma compra de notebooks pelo site no valor de R$ 6.300. Com base no relato, por desistência foram devolvidos R$ 2 mil pela empresa, ficando um crédito de R$ 4.300 para compra dos produtos, que até o momento não chegaram. “Tem histórias parecidas com a minha, só que o meu valor não se compara”, descreve no site a vítima, que dizia estar no Ceará.

3 COMENTÁRIOS

  1. EU FUI VITIMA DA CRNETSHOP ESTOU PENSANDE SERIAMENTE EM IR ATRAZ DESSE PICARETA CHAMADO ANDRE QUE MONTOU O SITE DA CRNET SHOP E DAR UMA SURRA NO SEM VERGONHA UMA VEZ QUE A POLICIA NÃO FAZ NADA COM ESSE MOLEQUE BASTARDO…

  2. Uma informação importante. O Disque Denúncia 181 , orienta o consumidor vítima de uma situação dessas a lavrar Boletim de Ocorrência, na delegacia mais próxima de sua residência, apresentando link do site , boletos pagos e demais provas quando possível.

    Não há mais limites para esse tipo de prática.

    O site CRNET SHOP (www.crnetshop.com.br), age da mesma forma, ao ponto de ignorar as reclamações formalizadas pela Fundação PROCON. São Centenas de consumidores prejudicados pela CRNET SHOP, que recebe o dinheiro pago pela mercadoria porém não entregam o produto.

    Além, compras canceladas não são ressarcidas, obrigando o consumidor a fundamentar Ação de Condenação em dinheiro no Juizado Especial Cível da sua cidade, onde a audiência de conciliação demora em torno de 06 meses (São Paulo)

    Na capital paulista é possível também recorrer também ao DPPC (Delegacia de Polícia de Proteção à Cidadania) localizada na Av.São João,1247. Tel 11 3338-0155.

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