Sete pessoas são feridas por atiradores em frente a bar em Feira de Santana

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Sete pessoas que estavam em um bar no bairro Novo Horizonte, em Feira de Santana, foram atingidas por tiros na noite de sábado (6). Os disparos vieram de um veículo ainda não identificado pela polícia. Ninguém foi preso até o momento.

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Responsável pelas investigações do caso, a delegada Bianca Torres Andrade, titular da 2ª Delegacia, informou nesta segunda-feira (8) que, provavelmente, os tiros foram disparados por mais de uma pessoa, mas ainda não tem essa confirmação.

“Com relação às vítimas, podemos confirmar que os tiros eram direcionados apenas para uma delas, cujo nome preferimos manter sob sigilo”, disse a delegada, que não divulgou a identificação das vítimas – elas têm entre 19 e 27 anos.

Informações preliminares dão conta da presença de dois atiradores e que eles estavam usando roupa preta e encapuzados. “Estamos buscando imagens de segurança do local para aprofundar as investigações”, disse a delegada. Segundo ela, o crime tem relação com o tráfico de drogas.

Quatro das vítimas foram levadas para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e três para unidades de pronto atendimento (UPA). Segundo a polícia, todas as vítimas são do sexo masculino e não há informações sobre o estado de saúde deles.

A polícia investiga ainda outras cinco tentativas de homicídio – todas vítimas de tiros – ocorridas neste fim de semana no município, que registrou um homicídio doloso na madrugada de domingo, no distrito de Maria Quitéria.

Gildo da Silva Trindade, 27, foi morto a tiros quando voltava de uma festa por homens não identificados. Os autores do crime ainda não foram identificados.

Diretor de hospital reage
Este ano, Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, com 609 mil habitantes, já registrou 73 homicídios. Ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), foram 356 homicídios dolosos, 139 tentativas do mesmo crime e 13 latrocínios – roubo seguido de morte.

Com taxa de homicídios de 85,1 por cada 100 mil habitantes, Feira de Santana é o 13º município mais violento do Brasil, segundo o Atlas da Violência de 2018, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Nesta segunda-feira, o diretor do HGCA, José Carlos Pitangueira, reclamou dos altos índices de criminalidade da cidade, em entrevista ao programa Acorda Cidade, da rádio Sociedade News FM (102,1 MHz).

“Não estamos aqui pra estar atendendo brigas de quadrilha, isso não é possível. A gente se prepara para atender 100 e atende 300. Aí a vaga não tem pra quem está precisando. Quando não é moto, é tiro, facada”, declarou.

Ele disse, no entanto, que o plantão está dando conta dos atendimentos, “mas estamos aqui pra cobrir o enfartado, o [que tem] AVC [acidente vascular cerebral]. Se for ver a ficha agora, é só tiro”.

Em nota, a SSP-BA informou que o trabalho integrado das polícias Militar e Civil, em Feira de Santana, resultou em sete meses seguidos de redução de homicídios (setembro de 2018 a março de 2019).

A pasta lembra que, nos últimos três anos, tirou de circulação líderes do tráfico de drogas, naquela cidade: Rafel (morto em confronto), ‘Sadi’ (presa) e Manuel, o ‘Sargento’, capturado recentemente em Lagarto, Sergipe.

A SSP salientou ainda que festas irregulares (paredões), realizadas sem qualquer tipo de fiscalização, têm colaborado com ocorrências de crimes contra a vida e acidentes automobilísticos, haja visto o uso exagerado de bebidas alcoólicas e de drogas. Por fim, a SSP destaca que as ações de combate à violência continuarão intensificadas para que os índices permaneçam em queda.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) também foi procurada para comentar as declarações de Pitangueira. Por meio de nota, o órgão disse que “em 12 meses, os moradores de Feira de Santana vão poder contar com um complexo hospitalar com capacidade para 400 leitos”.

Disse ainda que já foi autorizado o início das obras para a construção de uma unidade anexa que irá se somar ao HGCA. “O investimento público será de R$ 50 milhões. Entre obras e equipamentos, o novo prédio irá oferecer setor de bioimagem com ressonância magnética, dois tomógrafos, raio-X, ultrassom, Doppler e ecocardiograma”, disse o documento.

Ainda segundo a Sesab, o “HGCA 2” terá mais de 5,7 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em três pavimentos e contará com 40 leitos de terapia intensiva (UTI), centro cirúrgico com 11 salas, além de um Centro de Hemorragia Digestiva. Além disso, haverá um sistema digital de integração, fazendo com que a unidade funcione sem a necessidade de utilização de papel em prontuários, fichas e cadastros.

O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, afirmou que o HGCA 2 será um hospital sustentável.
“A unidade contará com coleta de água da chuva, aquecimento solar para garantir água aquecida nos banheiros, e estamos trabalhando para viabilizar a utilização de gás natural em toda a infraestrutura de ar-condicionado, em substituição à energia elétrica”, disse.

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