Carol Nakamura comemora quadro no 'Domingão' e relembra drama

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Quem vê a alegria e espontaneidade de Carol Nakamura, 29 anos, à frente do novo quadro do Domingão do Faustão, o ”Curiosidades com Nakamura”, não imagina que há quase dois anos a modelo de bailarina quase morreu em decorrência de um problema renal.

Por causa de um diagnóstico malfeito, ela teve que ficar por quase um ano internada e acabou perdendo um dos rins. Na época, ela já estava há oito anos como bailarina do Faustão e ganhava as primeiras oportunidades entrevistando a plateia e ajudando como assistente de palco.

“Na época, tive medo pela minha carreira. Mas a coisa foi tão punk, sofri tanto, que no final eu só queria poder sentar sem sentir dor, comer uma comida sem ficar enjoada por causa da morfina que tomava”, lembra, contando ainda que recebeu todo apoio dos colegas de trabalho e até indicação de um médico do próprio Fausto Silva.

Na saída do hospital, Carol também começou a repensar a vida e decidiu que precisava fazer algo para dar uma mexida na carreira. Resolveu arriscar e aceitar um convite para posar nua que há muito lhe era feito. “Tinha que dar um ‘boom’ na minha vida de alguma forma, começar de novo de algum jeito, não queria ser mais rotulada. Acabei aceitando o convite para posar nua porque, na pior das hipóteses, teria um apartamento para o meu filho”, diz ela, que teve que rebolar para convencer Juan, de 13 anos, de que era importante fazer o trabalho.

“Na primeira vez que falei com ele, ele desligou o telefone na minha cara. Disse que não falaria comigo nunca mais. Depois, conversei, expliquei e ele acabou aceitando. Além disso, só topei o trabalho porque pude escolher fotógrafo, cenário, foi para uma edição de aniversário. Tudo muito cuidado”, diz.

O plano deu certo e novas oportunidades começaram a surgir, até culminar com o novo quadro no “Domingão”.

”O Fausto já vinha me testando como assistente de palco. Na primeira vez, fiquei tensa porque vi que não teria ficha, nem nada não mão. Ele disse que queria a minha espontaneidade no ar, o jeito que eu sou. Respirei fundo e topei. Agora, com o quadro, é a mesma coisa. Sou eu viajando pelo Brasil para descobrir curiosidades. Sou eu e uma câmera atrás de mim registrando tudo, inclusive, os perrengues”, diz rindo.

Entre as dificuldades que Carol já enfrentou está o fato de ter levado uma roupa errada para fazer reportagem de bicicleta – ela estava de vestido -, ter sido quase devorada por mosquitos enquanto seguia para Afuá, no Pará, porque esqueceu repelente; ou ter que dormir em uma borracharia em Paripe, subúrbio de Salvador, para ver o exato momento em que um urubu chegava para encontrar o dono do local que o alimentava.

“Como não tenho frescuras, levo tudo na esportiva, acaba sendo engraçado. Consigo rir de tudo e estou curtindo. Acho que as pessoas também estão. O quadro, inicialmente, teria 10 minutos, passou para 20 e agora está em 25 minutos”, conta ela, que faz sua própria maquiagem e cabelo nas viagens e contratou uma personal stylist para arrumar sua mala.

“Não existe escola para apresentador. Minha escola é observando e vendo o que o Fausto faz ao vivo. No futuro, gostaria de ter um programa de curiosidades, de viagem. Mas algo do jeito que ele faz, sem pegada jornalística e com uma linguagem clara para todo tipo de pessoa entender”, sonha.

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