Publicado em : 2 de julho de 2012

Renovação das esperanças de um povo descrente e receoso. (Vamos lá nós outra vez à cabine secreta exercer a tal de cidadania).

Diz-nos assim o Salmista de modo atualíssimo o registrado nos capítulos 15 e 19 da Bíblia.

Residirá no santo Monte do SENHOR,

Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração;

Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal a seu irmão, nem aceita nenhuma afronta contra seu próximo.

E sobre a excelência da lei divina fala-nos ainda hoje:

A lei de DEUS é perfeita e refrigera a alma; o testamento de DEUS é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos de DEUS são retos e alegram o coração; o mandamento de DEUS é puro e alumia os olhos.

Outra vez crendo firmemente no que nos reserva o amanhã, os cidadãos brasileiros é de fato um povo bom.

Em tradução livre do escrito do mexicano ERICH FROMM, denominado de “O coração do Homem”, emociona quando declama:

“Nenhum conhecimento nos ajudará se perdermos a capacidade de nos comover com a desgraça de outro ser humano, com olhar amável de outro ser humano. Se o homem se faz indiferente à vida, não há nenhuma esperança de que possa fazer o bem.”

Ao compor “Semente do amanhã”, Luiz Gonzaga Júnior, O Gonzaguinha, cantarola: ”Fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos tudo, nós podemos mais, vamos lá fazer o que será”

POIS SIM, NOBRE AMIGO OUVINTE.

Alguns postulantes a gestores, legisladores e a fiscalizadores da coisa pública já deram a largada em seus desejos de dirigir uma cidade ou de representar os cidadãos votantes dos municípios. Já aconteceram todas as convenções partidárias. Será que as falas ensaiadas dos candidatos nos convencerão verazmente ou tudo mais uma vez fará parte de um jogo em que tão logo eleitos forem, se contaminarão pela força monetária que estarão sob vossas responsabilidades¿

Se porventura, estiverem os vencedores fracos de espírito para resistir firmemente do princípio ao fim, ao dinheiro público que se moverão ao sabor de vossos manejos. Se a população de igual sorte detivesse a possibilidade de esvaziarem a tinta de vossas canetas, de modo a não contribuir com o desastre. Com administrações catastróficas, que muitas vezes promovem a morte, a fome, a angústia e o desespero das pessoas, estaria assim a coisa equilibrada e uniforme.

Esperar mais quatro anos para destituir larápios e insensíveis do poder seria como conceder autorização expressa de que os malévolos poderiam roubar e desviar verba pública para interesses particulares, mas, desde que fizessem à vontade durante os quatro anos, pois, em seguida seria a vez de outro se contaminar e prosseguir numa destruição sem fim e sem precedente. Um substituindo o outro. Pior ainda, com alta probabilidade dos detentores de primeiro mandato renovar suas gestões temerosas, de modo a dilapidar e a lançar mão dos cofres públicos como se seus fossem. Qual a experiência que contaremos. A de um atento administrador zeloso e hábil no bom trato da coisa pública. Ou teremos gestores e legisladores mais hábeis na arte de engabelar, desviar, roubar… ( ¿ )

O que faremos, então, já que a constituição republicana ensina-nos que cidadão é quem vota e quem escolhe governante após governante. Representante após representante. Usurpador após usurpador. Senhores, sem muito generalizar, enorme maioria promovem ações deletérias que causam mortes em séries de pacientes nos centros de saúdes precários e desaparelhados. Nos empregos provisórios pela via do contrato passageiro, meramente, para desestabilizar e humilhar o trabalhador até qualificado, mas, que, pelo regime, prostra-se em atitude de devedor de favor. Desomenageando e posicionando em último plano o princípio constitucional do concurso público. Quando o fazem não preenche 50% das vagas existentes. Roubam, descaradamente, a honra do trabalhador ferindo de morte a dignidade e a hombridade que lhes são personalíssimas. Falamos aqui de modo generalizado, que é válido para todos os municípios se porventura aqui se encaixarem. Infelizmente muitos se encaixarão no que opinamos. Feliz seria senão. Se a triste realidade não alcançasse quem quer que fosse.

Em dias atuais como o do dia 28, deste, em que o próprio TSE Tribunal Superior Eleitoral relativiza sua decisão das fichas sujas, flexibilizando a candidatura daqueles que possuem contas rejeitadas por corte colegiada, podendo disputar pleito eleitoral, deixa o cidadão ainda mais cioso da importância de sua escolha. Ou seja, ainda que o juiz ou a decisão pretoriana autorize o político a candidatar-se, o eleitor terá que não elegê-lo, pois, não deve mesmo estes reprovados ser probos e aptos a tomarem conta do dinheiro público. Até mesmo quem responde a mais de meia dúzia de processos merecem ser encarados com ressalvas.

Entretanto, amigo leitor e ouvinte desta opinião que se forma, não devemos temer a luta. Carecemos de pessoas sensíveis nos poderes. Homens imbuídos de fazer o bem e que sejam, verdadeiros, missionários no exercício de suas funções. Se você nos perguntar onde estão estes homens, não sabemos, porém, faz-se necessário descobrirmos, retreinarmos e lapidarmos o caráter muitas vezes deformado destes postulantes. Verdadeiramente não há “santos”. Nem os vezeiros iniciais e nem, tampouco, os que experimentaram e gostaram tanto que querem repetir a dose. Todas as acham lindas e estão sublimados por ela. Só as condenarão como maléfica quando não mais acalentarem chance de eleger-se. São dum modo geral, demagogos por excelência que não conseguem desvencilhar-se da cachaça viciante e do osso de que gostam como os cães famintos.

Que todos recebam altos salários e que faça jus a isto. Não vemos problemas nisto. Que aumente os representantes no parlamento de 10 para 15 ou de 15 para 17 vereadores, sem percalços também. Mas que cumpram, prioritariamente, a atribuição na qual lhes serão conferidas em urna secreta depositada pela maioria que nem se pode identificar quem foram os escolhedores. Sem dúvida, uma maneira de demonstrar que não é pessoa individual e nem grupo seletivo quem elege A ou B, ao sabor de necessidade individualizada. A primazia é e deve ser sempre a coletividade. De uma maioria sedenta por felicidade que muito demora a lhes alcançar, quando não as são frustradas.

Neste ambiente e perspectiva, este articulista entende que prefeitos e vereadores devesse ganhar três vezes mais do que ganham, atualmente, desde que não roubem e nem deixem roubar. Desde que não necessitem permutar favor transformando a administração pública em cabide de empregos. Desestimulando e desfomentando a possibilidade da criação de indústria e universidades para o município, pois, assim teria que se destituírem os cabos eleitorais-empregados durante o mandato, apenas esperando a hora de ser usado e abusado para fins de campanha eleitoreira. Desde que prestem contas de forma modificada. Ou seja, que o outro preste as minhas e eu as contas do outro. Que seja um órgão de controle independente que prestem contas do executivo e não ele. Entretanto, que todos os julgados tenham direito ao exercício do contraditório, da ampla de defesa e demais princípios inerentes à moralidade público-administrativa. Tendo os aprovados com louvor, (Pres. De câmaras e prefeitos) que possam estes avaliados receberem importantes premiações pecuniárias, de dinheiro, por eventual administração estritamente séria e edificante para a sociedade. Quem sabe pagando acima da média, alguns não descobrem que não há necessidade de furtar o que não é seu. De modo que, se ainda assim roubarem ou favorecerem ao roubo, que as penas sejam a extinção por definitivo da vida pública, culminada com o cárcere privado ou a cadeia, numa linguagem popular. O problema são eles, os próprios parlamentares legislarem neste sentido, pois, tem-nos demonstrado que, salvo exceções, “LOBO NÃO COME LOBO”. Restam as imprensas sérias, imparciais e independentes desta nação. Se não fossem estas, tudo seria ainda pior. Seria o início do fim do mundo. Caso DEUS não tivesse misericórdia.

Itaberaba, 02 de julho de 2012.

Opinião em editorial – colaboração – Rogério Lima.

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