“Agora vão ter que me engolir!”, diz Neymar antes de sair de campo

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Resumo do Jogo
Conte, carioca, quando este sábado virar lenda, que você estava no Maracanã – mesmo que seja mentira. Na praia, nos botecos, nas ruas, rememore deliciosamente: você viu Neymar avisar que também estava lá; gritou o nome do camisa 10 antes do golaço de falta; calou-se por um milionésimo de segundo quando os alemães empataram em 1 a 1 e levaram o jogo para a prorrogação e os pênaltis. Lembre como pulou porque era pentacampeão mundial. E como, quando o capitão converteu o angustiante quinto pênalti e fez 5 a 4, você saiu do chão também porque era, enfim, campeão olímpico de futebol masculino. Você, carioca, só não estará mais orgulhoso que os acreanos: porque o herói da medalha de ouro é de Rio Branco, é goleiro, é Weverton, responsável por defender a cobrança de Petersen.

“Agora vão ter que me engolir!”, diz Neymar antes de sair de campo

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PRORROGAÇÃO
E a prorrogação? Carioca, conte a todos que você se afligiu ao notar o cansaço dos jogadores brasileiros e perceber que Rogério Micale não tinha opções no banco de reservas – Rafinha, sem ritmo, não pôde ajudar. Você e seus amigos tentaram compensar no grito, na animação, mas não foi suficiente. Você passou a torcer não mais para um gol, mas para que cada passe fosse certo, apenas isso. Seus olhos procuravam Neymar, que lutava mas perdia contra o cansaço.

SEGUNDO TEMPO
Conte, carioca, com tristeza, como foi a vez de o acaso debochar de você no segundo tempo. Porque a Alemanha voltou melhor e mostrou aquela velha eficiência que já te machucou: Meyer, num chute rasteiro, empatou. Você não desistiu, apoiou e se desesperou a cada chance perdida pelo Brasil após a seleção retomar o controle do jogo. Certifique-se de que seus interlocutores saibam exatamente como sua barriga gelava a cada contra-ataque germânico.

PRIMEIRO TEMPO
Conte, carioca, como você debochou do acaso após três chutes da Alemanha acertarem o travessão. Gritou que o Maraca era seu. E era verdade. Porque, apesar dos sustos, o Brasil do primeiro tempo esqueceu qualquer trauma do 7 a 1 ou do Maracanazo. Com a bola no chão, como você sempre quis ver, trocou passes e procurou espaços na defesa germânica. Não havia um centímetro livre, então você berrou por Neymar para ele colocar uma bola no ângulo em cobrança de falta perfeita

 

 

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